quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Às cegas!

P'ró Carlos

Às vezes fico admirado,
De como, "quem sabe" se esquece,
Que qualquer caminho é errado,
Quando a gente o não conhece.

Avancei - a passo de lesma -
escrevendo, como escrevia.
Tenho que escrever na mesma!...
E era isso que eu não queria!...

Os «Novos Lusíadas»!

Segundo Camões:

As armas e os barões assinalados,
Que da ocidental praia Lusitana,
Por mares nunca dantes navegados,
Passaram ainda além da Taprobana,
Em perigos e guerras esforçados,
Mais do que permitia a força humana,
E entre gente remota edificaram
Novo Reino, que tanto sublimaram

Segundo o Tintinaine:

As armas e brasões tão afamados
Que daquela praia perto do Barreiro
Em mergulhos longos e forçados
No lodo do medonho Malagueiro
Em lutas e guerras bem treinados
Mostraram quanto vale um Fuzileiro
E defender a sua Pátria bem tentaram
Que outros, mais tarde, abandonaram

Farras...

Relembrando...

Eram farras!
Era forrobodó…
Mas, oh que taras!
De matar, sem dó!

Porque eram crescidos!
De corpo, mas era só.
Só faltava a estes atrevidos;
Uma mãe para limpar o pó.

Agora quem nos dera…
Levarmos da nossa mãe!
Como naquela santa era,
Que já não é de ninguém.

Voltando ao assunto,
Temos de lá o Oliveira.
Comia-se pão e presunto;
Curado bem à maneira!

Relembrando assim,
O passar no Zé Varunca!
Acreditem, cá para mim,
É alegria que não tem fim…
Esquecer? Isso nunca!

Será fácil de resolver,
Porque para o ano voltarei,
Logo seja para entreter…
Onde se pode comer e beber;
Aposto que lá estarei.

Deitando barro à parede,
A ver se a coisa pega…
Porque na altura vou ter sede,
Da amizade de todos e do Verde…
É coisa boa que ninguém nega.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Saudáveis disparates!

ANEDOTAS

Acreditem que me fizeram rir…
Ao ler estas coisas engraçadas!
As quais me vão fazendo vir.
De tanto me rir me fazem inserir;
Estas quadras disparatadas...

Vir é indicativo do verbo vir…
Não é aquilo que estão pensando.
Portem-se bem, nesta não queiram cair.
Porque dessa forma iriam sentir;
Uns enganos de vez em quando!

Novo Visual!

Oi compadre Jordão!
Sejas bem aparecido.
Tão bonito como no então!
Prontinho para a ocasião…
De encontro com amigo.

Como tu, eu não consigo.
E agora de fato novo?!
Ficas logo bem-parecido!
Assim é que é devido;
Logo sejas sempre do povo.

Vejo-te uma cara nova!
Cheia de boa aparência.
Já lá vai o tempo da sova;
De se trabalhar de pé p’ra cova!
Está na hora da clemência.

Chegou a hora da aposentação,
Cuidado não te desalinhes.
Não descures a alimentação,
O exercício para o coração;
Oxalá; na longa vida te alinhes.

Principiante sou!

Eu nasci no Alentejo
Na barragem do Alqueva
Quem se meter comigo
Ai, nas fuças leva...

Balada da despedida…

Já nos céus,
Brilha a aurora...
Mais um dia que vem,
Agora,
A despontar além.
Sobre a serra que chora!
O vale,
Que as lágrimas retêm!
Vou p’ra além…
P’ra não mais ver…
Esse, alguém,
Ser do meu ser…
Já senti, porém,
O bem de não esquecer…
Que foi Deus quem dos céus,
Traçou, o nosso Viver…

O  n o s s o  v i v e r….

A Bela e o Monstro!

A bela e o monstro
O monstro e a bela;
A gente fica mais monstro
Se não toma cautela.

Às vezes parece mentira
Mas é uma pura verdade;
Quanto mais a gente investiga
Parece que menos sabe!

Levados pela loucura
Que também provoca danos,
O doce torna-se amargura
Na ilusão dos enganos.

Nem sempre uma cara linda
Traduz encanto no mundo;
Há mil fontes de água límpida
Cheias de lodo no fundo...

O Belo!

Nem tudo que é belo
E nem tudo o que é ouro
Transmite a pura beleza,
Desmorona-se o castelo
Dá-se cabo do couro
Tudo fica uma tristeza.
Foi assim com o Domingos,
Chamado Fragata ou Peniche,
Fez a sua tropa aos pingos
O que não foi nada fixe.
Para além de tudo isto
Sempre continuamos amigos;
Ele tornou-se quase um Cristo
Com seus problemas ambíguos.
Depois dessas façanhas
Para descobrir este marinheiro
Temos andado ás aranhas
Não encontramos o seu paradeiro.
Fica ao menos a esperança
Apesar deste esforço e cansaço,
Resta-nos a firme confiança
De que haverá um grande abraço!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Fado do fuzileiro!

Fuzileiro valente
Que segues na frente
Sem hesitação.
Que nunca te amuas
E nunca recuas
Na tua missão.


De excelça bravura
A tua postura
Firme e corajosa.
Traduz com rigor
O enorme explendor
Da nossa Briosa.


Fuzileiro
Especial
Ou Naval, tanto faz
És fuzileiro.
És a força Nacional
Qu'impõe respeito e moral
E a defender Portugal
És o primeiro.


Fuzileiro airoso
Teu ar malicioso
Cheio de simpatia.
Põe em sobressalto
Todo o Bairro Alto
E a Mouraria.

Se passas gingão
Com ar rufião
Audaz destemido.
Até as varinas
Vaidosas ladinas
Tu pões em sentido.


Fuzileiro
Especial
....

domingo, 6 de dezembro de 2009

Marcha do Fuzileiro!

Vale de Zebro tem mais encanto
Com a Escola de Fuzileiros
Onde se formam Homens
E também gajos porreiros

Fuzileiro é um orgulho
Que nem todos podem ter
Família das mais unidas
Nem a morte os vai vencer

Fuzileiro nunca morre
A nossa memória recusa
Viemos para vencer
Com a nossa alma Lusa

Nossa pista é um SPA
Tonifica o maralhal
Lodo igual i`nda não há
P`ra alegria do pessoal

Do mar para a terra saímos
As dunas são nosso abrigo
Fuzileiros unidos somos
No combate ao inimigo

Dá-me música!

Aqui te mando estas peças,
Deixei-as ao teu apreço.
Se eu abusar do que peço,
Peço então que tudo esqueças.


Juntas as minhas, a essas,
Às tuas que melhores são.
Para aumentares a coleção,
Aqui te mando estas peças.

Mando-tas sem que me peças,
E, sem saber se mereço
Que tu as leias, não esqueças...
Deixei-as ao teu apreço.

Mas, se por elas não te interessas,
Não penses que me aborreço.
Põe-as de parte, não esqueças...
Se eu abusar do que peço.

Peço-te ainda que peças,
A ti justeza e razão.
Se não achares solução,
Peço então que tudo esqueças.

Lá loin, au Luxemburg!

Ora, já que falamos em poesia, parece-me que realmente a malta da 2 se bate em forte.
Eu poderia,talvez, dar o meu magro contributo a este tema. Mas...
Mas o quê?- Faz um verso e cala-te, Alentejano parvo!
- Bom então cá vai.

I
Palavras e feitos, quem diria...
São p'ró Carlos, um sujeito controverso.
Afirma e jura: não gosto nada de poesia...
Mas lá nos vai deliciando com alguns versos.
II
Como a 'sperança é sempre verde,
Seja ela que 'sprança for.
Que lê o Verde não perde,
A 'sprança de ler melhor.
III
E é com 'sprança, mãos cheinhas",
Que eu rogo a S. Rafael,
Que por todas as alminhas.
Nos livre deste aranzel.
IV
Sem querer destacar ninguém,
-Quem gostar de poesia-,
Nos escritos do Leiria,
Encontra o que lhe convém.
V
Escondido atrás do que disse,
Semeio amizade "a rodos".
Entre a mentira e a tolice,
Deixo um abraço para todos.

Notícias!

Más e boas fazem parte da vida.
A qual é um misterioso imbróglio!
A missão do Magalhães foi cumprida;
Já faz parte do teu grande espólio!

Quase todos foram descobertos:
Os da companhia No 2 de Fuzileiros.
Não fosses tu a decidir, por certo;
Não passariam de membros alheios!?

Conseguiste porque persististe!
O que de antemão é determinação!
Viste, procuraste e conseguiste!
Sem ser em vão, o fazes do coração.

Requiem!

Este era o meu ensejo…
Na listagem anterior.
Infelizmente o meu desejo,
Saiu mal pelo que vejo;
Já é pertence do Criador!

O Rodrigues que tivemos,
Como bom colega Fuzileiro…
Triste notícia hoje soubemos!
Já não mais neste mundo o temos!
Paz em Deus, bom companheiro.

Fez parte da minha esquadra.
Rastejamos lado a lado...
Corremos à debandada…
Como alma desalmada!
Mas a Deus, foste chamado.

Mas um fuzileiro é lembrado...
Em quanto, colegas houver.
Pela família sempre amado.
Por nós será bem relembrado;
Porque é assim que Deus quer.

Abraços e Saudades!

Com pena e fiquei com pena
Na desgarrada não entrar
Mas como também lá estive
Tenho de vos vir abraçar
II
É um Abraço comprido
Mais largo que uma braça
Deste amigo Radarista
Mas do tamanho do Niassa
III
É enorme a emoção
Meu coração nem regula
A todos vós meus amigos
Saudades de Metangula

Laços de Amizade!

Vós já dissestes tudo
Não ficou nenhuma pista;
Para não ficar quedo e mudo
Digo ao Eduardo que não desista.

Se não for grande maçada
E se nada o perturbar,
Dê-nos a sua morada
Para o podermos contactar.

Somos filhos da mesma Nação
Lutamos lado-a-lado convosco,
Pode ser que haja ocasião
De estar num convívio connosco.

Dava-nos grande congratulação
Aumentar o número de amigos;
Aproveitaríamos então
Para falar de tempos antigos.

Se tal vier a acontecer,
Desta amizade se criam laços,
Nunca vamos só para comer
Mas para trocar uns abraços

Desgarrada!

Nunes
Teus olhos cor do lago,metangula airosa
Tens beleza a conquistar
Teu vestido verde e rosa
E lábios de encantar.

Leiria
Tem lábios de encantar
Como uma bela cachopa
Fazem-nos a todos recordar
Os belos tempos de tropa.

Nunes
Amigos, da marinha, até sempre
Voltarei se o permitirem
O coração nunca mente
Fica triste quando lhe mentirem.

Leiria
Fica triste quando lhe mentirem
Sinal de coração sincero
Uma vez que os bons partirem
Os maus, não aceito nem tolero.

Nunes
Em metangula nasceu
A nossa aproximação
A juventude se perdeu
Muitos anos já lá vão.

Leiria
Muitos anos já lá vão.
Que jamais vão voltar
Mas na mente a recordação
Para a alma alimentar.

Nunes
Com amizade vou terminar
Saúde aos amigos desejando
Já não posso lá voltar
Mas o passado recordando

Leiria
Mas o passado recordando
Com os amigos de agora
Visite-nos de vez em quando
Para relembrar o outrora.

Nunes
Peço desculpa por ter entrado
Sem licença ter pedido
E os amigos,da marinha,encontrado
Do meu atrevimento não estou arrependido

Leiria
Do seu atrevimento não está arrependido
Oxalá, assim continue, bom comparsa
Entre sempre, que será sempre bem recebido
E contentes estamos por ter dito a sua graça.

Leiria
Fico contente por ter vindo
Compartilhar neste blogue
Há muito tempo que vou rindo
Por todo o artigo que é lindo
Trabalho fixe, do nosso pagode.

Leiria
Não sou apologista de anónimos
Prefiro nomes bem à maneira
Podemos usar bons sinónimos
Ficando bem, também antónimos
Assim será sempre, blogue de primeira.

Ai, Metangula!

Teus olhos cor do lago
Metangula airosa
Tens beleza a conquistar
Teu vestido verde e rosa
E lábios de encantar.

Amigos da Marinha
Até sempre
Voltarei se o permitirem
O coração nunca mente
E fica triste
Se lhe mentirem.

Em metangula nasceu
A nossa aproximação
A juventude se perdeu
Muitos anos já lá vão.

Com amizade vou terminar
Saúde aos amigos desejando
Já não posso lá voltar
Mas o passado recordando

Peço desculpa por ter entrado
Sem licença ter pedido
E amigos da Marinha encontrado
Mas, do meu atrevimento
Não estou arrependido.

Barco Veleiro!

Quem se lembra destes versos?


Vai no mar barco à vela

Vai de paz se abastecer
Mais além... barco veleiro

Flor da vida vai colher

Onde vais rio que eu canto

Nova luz já te alumia
Lá no cais p’ra onde vais

Nasce amor dia após dia


(Escreveu o Joaquim, Musicou o Carlos e Cantou o Sérgio)



Onde vais rio que eu canto?
Onde vais barco veleiro?
Vou a caminho do mar alto
Levo comigo o Marinheiro

(Então, tenho jeito p'ra isto ou não?)