terça-feira, 1 de novembro de 2011

O Chico das gravatas...

Todo aquele que é rico
Cheio de roupas fartas
Mas ao pobre Chico
Só lhe davam gravatas
Eram velhas, de nó coçado
Quase rotas, sem brilho
Sem valerem um cruzado
Do uso que terão tido
Dadas como esmola
Coisa que pouco aquece
Colocadas na suja gola
Deste parolo campestre
Coitado, não era nobre
Mas afinal quem diria
Que este desgraçado e pobre
Tinha uma gravata para cada dia
Uma gravata à segunda
Para terça outra tinha
À quarta, cor de penumbra
Na quinta outra vinha
A de sexta era creme
No sábado usava lilás
Ao domingo pegava na beije
Este macambúzio rapaz
Nem as gravatas com fartura
Melhoravam o uniforme
Na garganta uma secura
No estômago uma grande fome
A roupa não é tudo
Mas embeleza o corpo
Sem ter nada de pançudo
Vivia como um porco
Caminhava para cascudo
Na lei do menor esforço
Pouco valendo o orgulho
Do belo laço no pescoço
Há muitas gravatas em sortido
Gargantas há muitas mais
O pior é ter nascido
Onde não somos todos iguais…

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

O Bocage e as Lésbicas!




Meninas que sois tão boas,
porque estais a fazer isso?
Porque comeis pão com pão,
se é tão bom pão com chouriço?

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Quadras populares e brejeiras!




Esta noite eu sonhei

Com a minha prima Teresa

De manhã quando acordei

Ainda tinha a ... vela acesa!

O que me faz subir a te(n)são!


Coisinha linda
deixa cair o véu
mostra-me o céu
que não vi ainda.

Peito tão belo
faz-me sonhar
deixa-me amar
quero senti-lo.

Curvas tão belas
nádegas redondas
Ai ternas ondas
me perco nelas.

O coração acelera
o corpo transpira
a cabeça gira
solta-se a fera

Etérea imagem
mulher virtual
boneca irreal
minha miragem.

Ai c'um caneco
minha pouca sorte
já fiquei sem norte
e a engolir em seco!

domingo, 16 de outubro de 2011

(Tintinaine) Falando de bosta...

Aí está, sem grandes rodeios…
Porque da mesma forma vivi,
Como escasseavam os meios
Também, na terra onde nasci…
Se os tempos são de rasca
Comparados com os de outrora
Há uma diferença sem farsa
Com o sistema de agora…
E, sem evasivas ou utopias
O nosso amigo, aqui mostra
O que era viver nossos dias
Rodeados da conspurcada bosta…
Mas havia outros, afoitos sem medo
Que iludidos, procurando a fama
Se perdiam na vida, no enredo
Acabando atulhados em lama…
Na ilusão de qualquer mancebo
Que depois, se frustrava na cama
Chorando a triste amargura
Que lhe restringia a chama
Duma quimera aventura…
E, soçobrando em pérfidos deslizes
Quase os levando à loucura
Tentavam recuperar os dias felizes
No retorno à terra que se gosta
Da sua aldeia, qual doçura
Trocar os tempos da bosta
Pelas lacunas da amargura…

sábado, 15 de outubro de 2011

Saltitão e mentiroso!

Hoje sinto-me inspirado
Para rimar em tom jocoso
E divertir-me um bocado
A criticar um mentiroso

Mandámos o Sócrates à vida
Pusemos outro no seu lugar
Não tarda estará de partida
Pois já começou a aldrabar

Do que o país não precisa
É de gente de pouca tola
Que nos leva até a camisa
E nos deixa a pedir esmola

Desta leva-nos o 13º mês
O que levará de seguida?
Olha-me que este maltês
Está a pedir uma corrida

Corram com ele já
Antes que faça mais mal
Nós não o queremos cá
Neste nosso Portugal

Vai Coelho vai
Queremos que vás embora
Vai aos saltinhos vai
Pula daqui para fora!

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Humor com Buracos...

Esta vida é um buraco! 
Aos mais sensíveis as minhas desculpas,
Mas esta vida é mesmo um buraco. 
Que sina...
Esta vida é um buraco!

Um gajo nasce por um buraco!
Come por um buraco!
Fala por um buraco! 
Mija por um buraco! 
Caga por um buraco! 
Respira por um buraco! 
Ouve através dum buraco! 
Faz amor num buraco! 
E, como se isso não bastasse, morre e é metido num buraco! 
Que se lixem lá os buracos! Isto é demais...

A ilha da Madeira mudou o nome: agora é a Ilha do Buraco!
Portugal é também um grande buraco!
São buracos nos bancos; Buracos nas empresas;
Buracos nos hospitais; Buracos no governo e buracos no inferno!
Não há buracos no céu! Porque o São Pedro no seu dever,
Mandou compor o telhado, para não estar sempre a chover...
Caso contrário, haveria fugas de santos; 
Cairiam nos buracos da terra, porque são tantos;
Até mesmo na Igreja, existem buracos sem que a gente veja;
Há buracos na sacristia; No baptistério ao lado da pia,
Onde podemos cair mesmo durante o dia;
Há buracos nas confissões, onde os aldrabões,
Criam buracos ao padre, se calhar, o que não era de admirar
Porque também há buracos em Vilar!
Assim aparecem buracos em tudo quanto é lugar! 
Buracos à esquerda; Buracos à direita;
Buracos ao centro; Buracos de bloco;
Buracos diversos e sem estofo;
Buracos virados para baixo e outros virados para cima;
Buracos inclinados; Buracos torcidos;
Buracos de boca grande ou pequena;
Buracos de rombos nos cascos;
Buracos nas garrafas e nos frascos;
Buracos nas agulhas; Buracos nas chaminés;
Buracos nos bombeiros; Nas fanfarras e oboés;
Mais buracos nas forças armadas, com a entrada de saias;
Buracos aos milhares; Buracos com furos no meio;
Buracos no bidé e no chuveiro;
Buracos na sanita, onde até a merda se agita,
Perguntando aflita, porque há tantos buracos?
E toda a gente grita... Buracos sem tom nem fim;
Buracos, buracos, buracos no Jardim!
São calças novas com buracos; São cuecas com buracos;
Soutiens com buracos; São buracos a mais!
A gente não tem para onde fugir. Está tudo esburacado…
Ao mais pequeno descuido, caímos nalgum buraco…

PS – Por falar em buracos, lembro-te que nunca, 
mas mesmo nunca, vires o cu para um chinês, 
porque eles abrem uma loja em qualquer buraco! 

Para falar com franqueza
E com acertado juízo
eu tenho a firme certeza
Que neste paraíso 
Sobre o total de buracos
Seria de todo preciso 
Para mostrar números exactos
Que houvesse mais siso
Nesta república de macacos...
ATVerde

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Nossa Senhora do Vencimento!


Por mero acaso, deambulando pelo nosso país, passei nesta pequena localidade entre o Pinhão e S. João da Pesqueira, no Alto Douro Vinhateiro. Com a crise reinante que nos cerca por todos os lados, (pensando sempre no vencimento que é alma do pobre) acredito que, muito em breve, este será um local de grandes peregrinações...
À cautela, fotografei e registei o local. Nunca se sabe o dia de amanhã! (Aceitam-se inscrições para viagens de autocarro e comboio).

Quando o mês acaba
Ou vai indo para o fim
Vou andando na crava
Ou então, coitado de mim…
É assim todo o ano
Mas com o subsídio de férias
É roupa de outro pano
Já digo mais umas lérias
Ou será puro engano?
Com o décimo quarto mês
Porque ao cortar-lhe um bocado
Volto ao ponto da gaguês
Contudo, vou sentindo algo
No meu íntimo, cá dentro
Torno-me num fidalgo
Com o nobre pensamento
Correndo como um galgo
P´ra Senhora do Vencimento…
Tenho fé um pouco falsa
Quando vejo o meu recibo
Meto-o no bolso da calça
Deixo de ser mendigo…
E, neste vai e vem
Ao longo da minha vida
Vai havendo também
Porta de entrada e de saída…
Esperando sempre o milagre
Da Nossa Ilustre Senhora
Que nos livra do fel e vinagre
Com sua mão Protectora…
Esperançado, fico esperando
Novo vencimento, sem demora
À Senhora vou lembrando
Que me salve a toda a hora…
Há quem diga, com espanto
Para que servem as Capelas?
Que surgem lá no alto
E nós, socorremos-nos delas…
Ora digam qual o argumento
Para tais afirmações?
Se a Senhora do Vencimento
Nos acode nas aflições…
Provendo para o nosso contento
Equilíbrio das imperfeições
Mesmo que o governo
Nos vá subtraindo os tostões…
Feliz daquele que acreditará
Isto até vale uma aposta!
Pois, só ela nos salvará
Da hipotética bancarrota…

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Fora com o sinal de Stop!

Se o Verde quer continuar a rimar
E fazer este Blog chegar ao "Top"
Quem sou eu para o mandar parar
Com o meu pobre sinal de "Stop"

O mundo do sexo sem nexo...

Neste mundo de sexo
De mente, pouco intelectual
Há muita gente sem nexo
E, com falta de moral…
Muito carecida de ética
Sem o mínimo preconceito
Formando uma seita alérgica
Ao fundamento do respeito
Onde entra também a lésbica
Com seu ideal imperfeito…
As ofensas são enormes
Aos dois sexos em geral
E julgam-nos conformes
A ambos por igual…
Cada sexo sua função
Na magia da natureza
Onde a falta de compreensão
Lhe tiram a própria beleza…
Cuja finalidade é a criação
De um digno ser humano
Mas, deturpa-se a imaginação
E altera-se o real plano…
Omite-se o sexo normal
Contrariando a consciência
Pratica-se o sexo oral
Com laivos de demência…
Envereda-se pelo sexo anal
Como prova de opulência
Onde o homossexual
Pede benévola clemência
E, tudo acaba, afinal
Com os méritos da inteligência…
Fazem da vagina um iogurte
Do pénis um chupa-chupa
Do ânus um Resort
Dessas orgias – kamasutra…
Lambem o iogurte com energia
Com a língua no invólucro
Por tudo quanto é estria
Tornando-o quase inócuo…
No chupa-chupa em alto grau
Como se fosse um gelado
Ficam lambendo o pau
Depois de ter acabado…
Do ânus, qual latrina
Da náusea das fezes ou merda
Voltam depois à vagina
Para recuperarem a perda…
E, em orgias constantes
Onde entra o homossexual
Não é nada como dantes
Neste mundo animal…
Porque é difícil ser santo
Com tantos falsos amores
Duma natureza virtual
Com lésbicas e Castelo-Branco
Havendo muitos ou piores
No mundo e em Portugal…

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Desabafo à meia-noite!

Raios vos partam, oh camabada
Que não fazeis poesia nem mais nada
Andais com os horários trocados
Ou desta vida andais já cansados?

Vamos, dizei uma coisa qualquer
Falai do homem ou da mulher
Que usa mini-saia e se agacha
E por pouco mostra a "pachacha"!

Falai de política ou futebol
Se falta a tusa ela fica mole
Mas nisto a vontade perdura
E espera-se que fique dura!

O importante é a Educação
Não importa que falte o tesão
Vem aí um ministro que fala sério
Para tomar conta do Ministério!

Escrever versos, fazê-los rimar
Tanto a sério como a brincar
Sou mesmo bom a fazer poesia
E isto até rima ... com a c... da tia!

terça-feira, 21 de junho de 2011

A Donzela Ansiosa!

Arreitada donzella em fofo leito,
Deixando erguer a virginal camisa,
Sobre as roliças coxas se divisa
Entre sombras subtis pachacho estreito

De louro pello um circulo imperfeito
Os pappudos beicinhos lhe matiza
E a branca crica, nacarada e lisa
Em pingos verte alvo licor desfeito

A voraz porra as guelras encrespando
Arruma a focinheira, e entre gemidos
A moça treme, os olhos requebrados

Como é inda boçal, perde os sentidos
Porem vae com tal ansia trabalhando
Que os homens é que veem a ser fodidos.
Poemas do Bocage
Não há Verde, não há poesia, não há nada
Só uma mulher prendada sabe fazer renda
E para a fazer bem feita requer mãos de fada
Eu, nem uma nem outra, fico-me pela merenda!

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Existe um lugar escondido...

Para deliciar aqueles que vão participar no 
Convívio das Companhias Nº 2 & Nº 8 de Fuzileiros,
 no leitão da Mealhada
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Direito ou torto
Estreito, gordo ou cabeçudo
Até mesmo canhoto
Careca ou peludo
O homem não é de todo
Aquele que pode ser tudo…
Mesmo esfomeado
Por ventura, barrigudo
Sendo desgraçado
Ou então, pançudo
Num país enguiçado
Torna-se caso bicudo
Onde qualquer anafado
Sendo narigudo
Neste mundo desalmado
Não passa dum ser nulo…
Que no meu jeito de profeta
Ou se calhar de burro
Teria a mão mais certa
Para provocar um esturro…
Oh…homem que pouco vales
Ocioso e casmurro
Vives no, não te rales
Na ciência do sabe-tudo…
Mas, esgotando o sentido
Levanta a cabeça do breu
Existe um lugar escondido
Para ti, no Inferno ou no Céu…

terça-feira, 3 de maio de 2011

A xoxota!


* Sete bons homens de fino saber *
* Criaram a xoxota, como pode se ver: *
* Chegando na frente, veio um açougueiro. *
* Com faca afiada deu talho certeiro *
* Um bom marceneiro, com dedicação. *
* Fez furo no centro com malho e formão *
* Em terceiro o alfaiate, capaz e moderno. *
* Forrou com veludo o lado interno *
* Um bom caçador, chegando na hora. *
* Forrou com raposa, a parte de fora. *
* Em quinto chegou, sagaz pescador. *
* Esfregando um peixe, deu-lhe o odor.. *
* Em sexto, o bom padre da igreja daqui. *
* Benzeu-a dizendo: 'É só pra xixi!'. *
* Por fim o marujo, zarolho e perneta. *
* Chupou-a, fodeu-a e chamou-a... *
* Buceta! *

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Começo a ter vergonha...

Começo a ter vergonha
De pertencer ao país
Com doença, peçonha
Conserva a febre na raiz

Como posso mais amar
O berço onde nasci?
Com tanta gente a gamar
Como isto nunca vi...

Políticos, erguem o punho
Outros símbolos, a seta;
Assim, chegaram ao cúmulo
Fazem da gente pateta

Falam, riem, estes fenómenos
Da política desabrida;
Onde estão os barómetros
Promessa, da melhoria de vida?

Gastam balúrdios em festanças:
O patego, disso abdica!
São piores que crianças
Filhos de gente rica
Assim, puseram as finanças
À porta da botica
Cujo remédio, esperanças
Da bancarrota aflita;
Destes energúmenos sem igual
O povo brada e grita
Ladrões, matastes Portugal...


domingo, 24 de abril de 2011

A Nova Ponte sobre o Rio Douro...


Ó ponte, donde melhor
Se pode avistar a água;
Quantos olhos, com ardor
Choram tanta mágoa...
Daqueles que pereceram
No leito do teu rio
E, tantos corações sofreram
A perda de um amigo...
Mas tu, querida ponte
És mais um bom atalho
Para os que buscam a fonte
Do sustento, do trabalho...
E, seguindo o teu rumo
Aguentando passos seguros
Orgulhosa e com aprumo
De jovens e velhos maduros
Observas com astúcia
Anotas na tua memória
Tantos soluços, tanta angústia
Que formam a tua história...
No cais ou no ancoradouro
No teu berço submerso e mortal
Que este eterno rio Douro
Tem algo de bom e algo de mal
Sendo da cor do ouro
Correndo sempre veloz
Há procura dum tesouro
Que só encontra na Foz
E, remexendo na areia
Tal como um garoto
Houve cantar a sereia
Na cidade do Porto
Que outrora, foi Capital
Do País que teve o gosto
De chamar-se Portugal...

sábado, 16 de abril de 2011

Isto faz-vos lembrar alguma coisa?

Surge Janeiro frio e pardacento,
Descem da serra os lobos ao povoado;
Assentam-se os fantoches em São Bento
E o Decreto da fome é publicado.

Edita-se a novela do Orçamento;
Cresce a miséria ao povo amordaçado;
Mas os biltres do novo parlamento
Usufruem seis contos de ordenado.

E enquanto à fome o povo se estiola,
Certo santo pupilo de Loyola,
Mistura de judeu e de vilão,

Também faz o pequeno "sacrifício"
De trinta contos - só! - por seu ofício
Receber, a bem dele... e da nação.

José Régio - 1969

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Coincidência (Feliz ou Infeliz): Roberto, guarda-redes/Ministra da Defesa Espanhola!







Como nem só de futebol
Vive o bicho homem
Oh... Roberto espanhol
Os portistas não dormem

Naquela franca gentileza
Desceu Jesus à terra
Parecias a Ministra da defesa
Em tempo de guerra

Cuja arma de fogo
Deixa a descoberto
Como a baliza de jogo
Defendida por Roberto

É escárnio a comparação
Na feliz ou infeliz coincidência
Para defesa duma nação
É preciso mais inteligência

No peito, grande decote
Na defesa: Exército, Aviação e Armada
Para o inimigo que sorte
Não trará cuecas, nem nada

A não ser, meias de ponto de cruz
Ao jeito de fazer fogo
Tente esconder o obus
Pode ser atacada de novo

Ponha de aviso a metralha
Sentinelas em todo o lado
Em cima do olho, uma medalha
Procure ter mais cuidado

Para uma defesa mais cerrada
Use o centro de instrução e pesquisa
Ficará melhor acompanhada
Com o Roberto na outra baliza...

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Dia 1 de Abril, dia das mentiras...

Acordei a rir, manhã primaveril
Sonhei que tinha ganho
Neste dia 1 de Abril
Com um certo arreganho
O famoso euromilhões
Notei que era uma utopia
E causa de algumas aflições
Porque é costume neste dia
Como já vai longe a fama
Que está sempre na mira
Ou a gente muito se engana;
Lá vem mais uma mentira
Quem seria o espertalhão?
Que levou a cabo tais artes
Pois, teve nessa ocasião
A esperteza de Sócrates
Em tudo quanto vemos
Na história, há sempre um poeta,
Meus amigos, é o que temos
Neste mundo pateta
Onde será difícil, pelo menos
Conseguir chegar à meta
E, pelo que tenho visto
Pela mentira ninguém acerta
Noutro primeiro-ministro
Se, das mentiras ditas
Fossem autênticas verdades
Haveria menos almas aflitas
Na procura de castidades
Fracos são aqueles que mentem
Que utilizam tais assimetrias
Tal como os que consentem
Nunca acabarão o dia das mentiras...