quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Comentando: Dia Internacional do Orgasmo!

Com o aumento da idade
Aflito, até muito me pasmo
Ao ver esta verdade
Dia Internacional do Orgasmo

Milagres, talvez nem pensar
Desta ansiada orgasmomania
Porque, do sexo, se calhar
Nascerá mais alguma fobia

Quando se era novo
Servia na perfeição
Com a força de lobo
Fazia-se orgasmo à mão

Velhos tempos, oh primavera
Saudades daquele entusiasmo
Mas para tudo há uma era
Nada acontece por acaso

Força na verga, amigos
Se houver boa disposição
Mas devagar, somos antigos
Agora, trabalhámos a carvão...

quarta-feira, 28 de julho de 2010

APELO A SANTO ANTÓNIO


Meu rico Santo António
Meu santinho Milagreiro
Vê se levas o Zé Sócrates
P'ra junto do Sá Carneiro

Se puderes faz um esforço
Porque o caminho é penoso
Aproveita a viagem
E leva o Durão Barroso

Para que tudo corra bem
E porque a viagem entristece
Faz uma limpeza geral
E leva também o PS

Para que não fiquem a rir-se
Os senhores do PSD
Mete-os no mesmo carro
Juntamente com os do PCP

Porque a viagem é cara
E é preciso cultivar as hortas
Para rentabilizar o percurso
Não deixes cá o Paulo Portas

Para ficar tudo limpo
E purificar bem a cousa
Arranja um cantinho
E leva o Jerónimo de Sousa

Como estamos em democracia
Embora não pareça às vezes
Aproveita o transporte
E leva também o Menezes

Se puderes faz esse jeito
Em Maio, mês da maçã
A temperatura está a preceito
Não te esqueças do Louçã

Todos eles são matreiros
E vivem à base de golpes
Faz lá mais um favorzinho
E leva o Santana Lopes

Isto chegou a tal ponto
E vão as coisas tão mal
Que só varrendo esta gente
Se salvará Portugal

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Oh Zé, aperta o cinto!

Graça a miséria no meu país
É isso mesmo que eu sinto
Agora faz como eu fiz
Oh Zé, aperta o cinto

A fome já é demais
Neste triste labirinto
De tantas coisas abismais
Oh Zé, aperta o cinto

Será por obra do diabo
Para beber um copo de tinto
Eu já não tenho chavo
Oh Zé, aperta o cinto

Vou apertar mais um furo
É verdade, não minto
Estou pior que maduro
Oh Zé, aperta o cinto

Do ordenado do Sócrates
O meu não chega a um quinto
Diz que estão felizes os pobres
Oh Zé, aperta o cinto

O ministro das finanças
Só tem moedas de zinco
Ele, mata as nossas esperanças
Oh Zé, aperta o cinto

O senhor primeiro ministro
Jura e promete com afinco
Mas nós temos cá disto
Oh Zé, aperta o cinto

Nesta moda do aperta
Que põe a gente raquítico
O governo não acerta
Oh Zé, aperta o cinto

Já se acabaram os furos
Que já são mais de cinco
Era encher-te a cara de murros
Oh Zé, aperta o cinto

De barriga tão franzina
Da fome, dos furos que finto
Para alguns é uma mina
Oh Zé, aperta o cinto...

Cinto de tristeza afivelada
Cujos furos têm verdete
Tanta criatura enganada
A quem enfiaram o barrete...

Eu canto aquilo que sinto
Eu choro porque não minto
Eu amo quem é faminto
Eu também aperto o cinto...

Futebol mafioso!

O negócio da bola é uma MERDA que alimenta:

  M-MAGNATAS de negócios chorudos
  E-ELOGIA o sensacionalismo não merecido
  R-RAPA o dinheiro aos incautos
  D-Dá desgostos aos adeptos dos clubes que perdem
  A-ALIMENTA a ilusão de que é desporto, quando é só negócio.

I
Já lá vai tempo que era puro...
O futebol de outrora!
Agora tudo vale até o murro...
É Ilusório ao aceitá-lo como burro;
Porque já não há amor à camisola
II
Onde está a prata da casa...
Composta com Sangue Lusitano!?
Importa sim, é fazer muita massa,
Neste negócio que nos devassa...
Em vez do puro desporto sano!
III
Vejam só o imbróglio que grassa...
Pelo mundo da praça da negociata!?
Procurando quem lhes traga muita massa...
Comprar e vender; é na ordem do dia, uma caça;
Feita pelos mafiosos duma pura mas maldita raça...!

terça-feira, 20 de julho de 2010

Comentando: "O Cheque-bebé"

Para se fazerem meninos
Não é para um qualquer
Até há jogadores, finos
Compram barrigas de aluguer

Gerar filhos por dinheiro
Vem de pessoas astutas
Fazer do corpo um pandeiro
Quem o aluga são as putas

Está muito caro o negócio
Pagar duzentos por queca!
Se calhar é melhor ser sócio
Da campanha Socratesca

O conselho não será o melhor
Mas, nos casamentos modernos
Paneleiros, lésbicas e pior
É disso que também cá temos

Desses não se geram crianças
Não são precisos cheques ou abonos
Ri-se o ministro das finanças;
Haverá também menos cornos?

Triste sina, triste fado
Não saber quem é o macho
Ou a fêmea, que em qualquer lado
Trocam de sexo por um tacho!
Do Blog «Pescador/Marinheiro»

sábado, 17 de julho de 2010

Comentando: Só faltava cá mesmo um poeta!

Blog/Pesc/Mar

Poetas... há muitos
Mas bons, são poucos
Cada um puxa pelos trunfos
Neste mundo de loucos

E, se com a sua poesia
Conseguir chegar à meta
Deste idiota em demasia
Já valeu ser poeta

Oh povo, não sejamos anedotas
Porque eles enchem o bornal
Fingem que são patriotas
E... desgraçam Portugal...

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Comentando: Resposta à maneira...

Existem velhos com talento
Com respostas à medida
Que arranjam num momento
Uma história bem sabida

Apesar de muita idade
Vivem de cabeça erguida
Mostram na realidade
O que aprenderam na vida

Os anos formam uma escola
Que os tornou eruditos
Onde a craveira e bitola
Fez deles mais expeditos

Olha que eles às tantas
Podem-te deixar à míngua
Porque saem das suas gargantas
Respostas na ponta da língua...

domingo, 11 de julho de 2010

Comentando: A Água, segundo Bocage...

Na água existe uma torrente
Que às vezes é mais forte
Por isso, age toda a gente
À procura de mais sorte

Que vinda doutra vertente
Do poema, como age
Tem uma rima valente
Na ousadia do Bocage

Não se redime, assaz
Em tudo quanto afirma
Do melhor é ele capaz
Ao alastrar a sua rima

Poeta sagaz, pejorativo
Nos seus poemas de raiz
Tem graça! É objectivo!
Em tudo aquilo que diz

São imensos seus poemas
De variações e ideias tais
Aliás, quase em todos os lemas
Até... vai longe demais...

A Água (segundo Bocage)!

Meus senhores eu sou a água
que lava a cara, que lava os olhos
que lava a rata e os entrefolhos
que lava a nabiça e os agriões
que lava a piça e os colhões
que lava as damas e o que está vago
pois lava as mamas e por onde cago.

Meus senhores aqui está a água
que rega a salsa e o rabanete
que lava a língua a quem faz minete
que lava o chibo mesmo da rasca
tira o cheiro a bacalhau da lasca
que bebe o homem que bebe o cão
que lava a cona e o berbigão.

Meus senhores aqui está a água
que lava os olhos e os grelinhos
que lava a cona e os paninhos
que lava o sangue das grandes lutas
que lava sérias e lava putas
apaga o lume e o borralho
e que lava as guelras ao caralho.

Meus senhores aqui está a água
que rega as rosas e os manjericos
que lava o bidé, lava penicos
tira mau cheiro das algibeiras
dá de beber às fressureiras
lava a tromba a qualquer fantoche e
lava a boca depois de um broche.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Comentando: Filosofia do cagalhoto... - BlogPescMar -

Se, falando de merda
Surge aquele que não gosta
Tal como, comendo erva
Tudo acaba em bosta

A merda é uma riqueza
Mas todos fogem dela
Até a mais bela pureza
Por dentro, não vive sem ela

Metê-la nos bolsos, esquisito
Tapam o nariz do mau cheiro
Se calhar não foi bonito
Mas circulou no corpo primeiro

É ditado destas gentes
Já dizia a minha avó:
Primeiro, passa pelos dentes
Antes de fazer-se cócó

Se o verbo é cagar
Que mania do calão!?
Quer digam cócó ou defecar
Vai tudo dar em cagão

Neste mundo traiçoeiro
Onde ninguém quer a caca
Vivemos nesse atoleiro
Fugindo da merda à socapa

Cagando do cimo dum muro
Ficando com o cu à espreita
Cagalhão mole ou duro
Bate em baixo é merda desfeita

Se cagar fosse bonito
Tornar-se-ia em boas obras
Traríamos de qualquer sítio
Nos sapatos, meias-solas

Pûs-me a cagar às escuras
Para ninguém me ver o cu
Estava olhando as minhas curvas
Quando reparei estavas lá tu

Se valesse dinheiro, quem caga
Meio mundo estava rico
Mas o cagar não vale nada
Eu sou pobre e pobre fico...

terça-feira, 6 de julho de 2010

Poema da Mente

Há um Primeiro-Ministro que mente,
> Mente de corpo e alma, completa/mente.
> E de modo tão pungente, natural/mente
> Que a gente acha que ele, mente sincera/mente,
> Mas que mente, sobretudo, impune/mente...
> Indecente/mente.
> E mente tão habitual/mente,
> Que acha que, pela história fora, enquanto mente,
> Nos vai enganar eterna/mente...

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Comentando: "As Chorudas Reformas"

Para uns a "massa" é demais
Para outros é de muito menos
Estamos entregues aos pardais
É este o Portugal que temos...

Por estas e tantas outras formas
Não conseguimos nivelar a economia
E Portugal com estas normas
Vai enterrando a Democracia

Não tenho nada contra ninguém
Mas tudo isto espelha a verdade
Uns vivem num lauto harém
Outros são eunucos da sociedade

Vejam, Senhores Governantes
Esta corrente e malvada cena
Há pobres piores que dantes
E deles, vós não tendes pena?

Estendem a mão trémula na rua
Pedem esmola a quem passa
Vós fartos e cheios, fazeis gazua
Não quereis ver tal desgraça

Neste mundo de contradições
Não se ouve o lamento das mães
Morrem os filhos, soçobram as nações
Vós haveis de morrer como cães!

Comentando: "O Sonho de Sócrates"

Porque dizer teso ou entesado
Parecem ser atributos iguais
Na mentira foi sempre ousado
Mas agora já é demais

Sonhos que o põem muito pobre
De coisas que não eram suas
Mão que rouba, torna-se podre
Ele vai fanando com as duas

Há quem não durma com remorsos
Já é velho este ditado:
Depois de encherem os bolsos
Estão a contas com o diabo!

terça-feira, 29 de junho de 2010

Comentando: "Quanto vale para ti a amizade?"

Supõe-se que a amizade
É mais pesada que o corpo;
Todavia, havendo nisso verdade
Não se perca como um sopro

Quanto pesa, quanto valor tem
Não há nada que a pague;
Aquele que não ama ninguém
Não sabe quanto ela vale

Para avaliar tal vigor
Que essa amizade produz
Há um coração cheio de amor
Que a isso nos conduz

(Tu bem sabes que te quero
Pois meu coração bem te avisa!
O amor quando é sincero
Nem de palavras precisa...)

quinta-feira, 24 de junho de 2010

O Douro em Cancelos, Sebolido e as suas Gentes!

Quem for a Sebolido
E, atracar em Cancelos
Pode crer, à beira-rio
É dos locais mais belos

Não é só aquele lugar
São também as suas gentes
Que têm naquele rio invulgar
Óptimo celeiro de sementes

Cuja seara é de amor
Que muito se cultiva por ali
Regada pelo rio com fervor
Que eu presenciei e senti

Margens verdes, com flores
E, muitos outros arbustos
Este rio também provoca dores
Quando causa alguns sustos

Na sua corrente forte
Vinda da vizinha Espanha
Tangida pelo vento do Norte
Oh água que trazes manha!

Se pensarmos na tragédia
Surgida em Entre-os-Rios
Daquela triste enciclopédia
De numerosos calafrios

Dia nefasto, cinzento
Quem esperava tal desastre?
Do infortúnio tormento
Que culminou em catástrofe

Agora, vendo no Memorial
O Anjo com sua ternura
Parece querer tornar imortal
Aquela noite, longa e escura

Passam os dias, meses e anos
A mágoa, essa, entranha-se mais
Porque na dor, causou danos
Lutos, soluços, pranto e muitos ais

Quem sabe, até que ponto
Sem poder bradar apelos
Passaram mortos, qual tronco
Roçando a margem em Cancelos

Que o povo muito atento
E, destro em vigilância
Ia sufocando o lamento
E, perdendo a esperança

De encontrar alguém vivo
Que trouxesse algum conforto
Mas aparecer em Sebolido
Nem vivo, nem morto...

Que na labuta titânica
Desse valente povo
Com sua força dinâmica
Onde reagir de novo

Mostrando o seu ideal
Apesar destes revezes
É assim Portugal
São assim os Portugueses

Que têm nos Durienses
Uma esperança renovada
Cuja força dos seus dentes
Seguram a Bandeira desfraldada

Bandeira das quinas e castelos
Da esfera armilar à sua raiz
Saúdo o povo de Cancelos
Viva o nosso País!...

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Comentando: As Grandes Aposentações!

Quanto valerá, enfim
Bater sempre na mesma tecla
Eu até falo por mim
Vou ficando sem estaleca

Se as leis que eles afinam
Protegem muito descaradamente
Não os que de fome, mirram
Mas os que tudo ripam à gente

Olhando pois, os balúrdios
De tais altas aposentações
Ficamos sempre nos subúrbios
Apesar das lamentações

Está aqui tudo à vista
Porém, eles não são cegos
Por mais que a gente insista
Vai tudo para os mesmos egos

Já não encontro palavras
Para descrever o que sinto
Desse bando de "cravas"
Que provam que não minto

Que devemos fazer mais
E, que sorte nos espera?
Enquanto houver "canibais"
A população, grama e desespera
Com essas diferenças tais
Que se vivem nesta esfera

Pobre sociedade, lastimável
Atingindo os píncaros da ganância
Uns, gozam uma vida estável
Outros, vão perdendo a esperança

Depois, surge o precipício
Vamos caindo no abismo
Eles, aumentam o vício
Do roubo e autoritarismo

Neste mar revolto e suicida
Que nos afoga sem ética e moral
Oh maligna seita patricida
Dos que não amam Portugal...

terça-feira, 15 de junho de 2010

Milagres dos Santos Populares!

Oh Alfred Hitchcock
Como o Carlos diz!
Mas que grande choque
Neste franzino país.

Pode ser que Sto António
Ajude na resolução
Porque este S. José
Está a ser muito aldrabão.

Esperemos pelo S. Pedro
Para ver como isto fica;
Será que os Santos Populares
Vão resolver esta política?

Falta ainda o S. João
No colo,tem o cordeiro
Tem sido assim,então
Com o PM o tempo inteiro

Eu, acredito em milagres
Oh, não fosse eu cristão!
Mas,com tantos ziguezagues
Do santo Sócrates, não!

Por Causa dos Chips das Matrículas...

Aparece cada uma, infelizmente
Que nos deixa sem apetite
Fica de boca aberta, boa gente
Por a matrícula levar um chip

O meu vizinho, tido como muito fixe
Incumbiu a esposa dessa matéria
E, não é que na oficina a por o chip
Acabou por dar em galdéria

Pelos vistos, ela ouve muito mal
E, não percebeu a ideia dos chips
Como não entendeu a palavra, tal
Pensou que era por-lhe os chifres

Parece que tinha falta de peso
A maré faz o próprio ladrão
O marido era pouco teso
Segundo a informação

Vejam bem, caros amigos
Como se criam confusões
Os chips já fizeram inimigos
Estão provadas as razões

Por causa das matrículas
Que levam mais um adorno
Com chips ou chifres, ridículas
Que fazem um homem corno

Deita-se a culpa ao governo
Por editar mais um despacho
Não terá culpa o estafermo
Das pessoas andarem ao macho.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Comentando: O Dia da Justiça da Casa Pia

E, Deus disse:
Faça-se Luz!
De facto é uma pulhice
Enfiar um capuz
Que esconde a aldrabice
Duma consciência fraca
Sem que nada o justifique
Desta justiça(cara) mas barata
Vence sempre o mais sagaz
Ajudado pelo compadrio
Só se aplica a tenaz
Aquele que não tem um "tio"
Não haverá livre justiça
Porque no meu agoiro
Estes cobardes rolhas de cortiça
Já esperam o mesmo estoiro
Diminui a nossa fé de novo
Nos atributos do tribunal
Quem perde é o Zé povo
Cai tudo no mesmo bornal
Porque a justiça de favores
Vai perdendo os seus valores
Neste nosso Portugal

domingo, 13 de junho de 2010

Comentando: É noite cerrada

Oh Alfred Hitchcock
Como o Carlos diz!
Mas que grande choque
Neste franzino país.

Pode ser que Sto António
Ajude na resolução
Porque este S. José
Está a ser muito aldrabão.

Esperemos pelo S. Pedro
Para ver como isto fica;
Será que os Santos Populares
Vão resolver esta política?

Falta ainda o S. João
No colo, tem o cordeiro
Tem sido assim, então
Com o PM o tempo inteiro

Eu, acredito em milagres
Oh, não fosse eu cristão!
Mas, com tantos ziguezagues
Do santo Sócrates, não!