sábado, 5 de fevereiro de 2011
sábado, 22 de janeiro de 2011
À moda de Camões!
I
As sarnas de barões todos inchados
Eleitos pela plebe lusitana
Que agora se encontram instalados
Fazendo aquilo que lhes dá na gana
Nos seus poleiros bem engalanados,
Mais do que permite a decência humana,
Olvidam-se de quanto proclamaram
Em campanhas com que nos enganaram!
II
E também as jogadas habilidosas
Daqueles tais que foram dilatando
Contas bancárias ignominiosas,
Do Minho ao Algarve tudo devastando,
Guardam para si as coisas valiosas...
Desprezam quem de fome vai chorando!
Gritando levarei, se tiver arte,
Esta falta de vergonha a toda a parte!
III
Falem da crise grega todo o ano!
E das aflições que à Europa deram;
Calem-se aqueles que por engano...
Votaram no refugo que elegeram!
Que a mim mete-me nojo o peito ufano
De crápulas que só enriqueceram
Com a prática de trafulhice tanta
Que andarem à solta só me espanta.
IV
E vós, ninfas do Coura onde eu nado
Por quem sempre senti carinho ardente
Não me deixeis agora abandonado
E concedei engenho à minha mente,
De modo a que possa, convosco ao lado,
Desmascarar de forma eloquente
Aqueles que já têm no seu gene
A besta horrível do poder perene!
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
"Poema do tempo de Salazar"...
Aproveitando este belo e satírico poema enviado por um amigo militar, não resisti à tentação de o publicar para vossos futuros comentários...
Conta-se que este poema foi dirigido ao Ministro da Agricultura do governo de Salazar, como forma de pedir adubos. Por mais estranho que pareça, o senhor que o escreveu não foi preso e Salazar até se fartou de rir (??!!!) quando o leu:
- E X P O S I Ç Ã O -
Porque julgamos digna de registo
a nossa exposição, senhor Ministro,
erguemos até vós, humildemente,
uma toada uníssona e plangente
em que evitámos o menor deslize
e em que damos razão da nossa crise.
Senhor: Em vão, esta província inteira,
desmoita, lavra, atalha a sementeira,
suando até à fralda da camisa.
Falta a matéria orgânica precisa
na terra, que é delgada e sempre fraca!
- A matéria, em questão, chama-se caca.
Precisamos de merda, senhor Soisa!...
E nunca precisámos de outra coisa.
Se os membros desse ilustre ministério
querem tomar o nosso caso a sério,
se é nobre o sentimento que os anima,
mandem cagar-nos toda a gente em cima
dos maninhos torrões de cada herdade.
E mijem-nos, também, por caridade!
O senhor Oliveira Salazar
quando tiver vontade de cagar
venha até nós solícito, calado,
busque um terreno que estiver lavrado,
deite as calças abaixo com sossego,
ajeite o cú bem apontado ao rego,
e... como Presidente do Conselho,
queira espremer-se até ficar vermelho!
A Nação confiou-lhe os seus destinos?...
Então, comprima, aperte os intestinos;
se lhe escapar um traque, não se importe,
... quem sabe se o cheirá-lo nos dá sorte?
Quantos porão as suas esperanças
n'um traque do Ministro das Finanças?...
E quem vier aflito, sem recursos,
Já não distingue os traques dos discursos.
Não precisa falar! Tenha a certeza
que a nossa maior fonte de riqueza,
desde as grandes herdades às courelas,
provém da merda que juntarmos n'elas.
Precisamos de merda, senhor Soisa!...
E nunca precisámos de outra coisa.
Adubos de potassa?... Cal?... Azote?...
Tragam-nos merda pura, do bispote!
E todos os penicos portugueses
durante, pelo menos uns seis meses,
sobre o montado, sobre a terra campa,
continuamente nos despejem trampa!
Terras alentejanas, terras nuas;
desespero de arados e charruas,
quem as compra ou arrenda ou quem as herda
sente a paixão nostálgica da merda...
Precisamos de merda, senhor Soisa!...
E nunca precisámos de outra coisa.
Ah!... Merda grossa e fina! Merda boa
das inúteis retretes de Lisboa!...
Como é triste saber que todos vós
Andais cagando sem pensar em nós!
Se querem fomentar a agricultura
mandem vir muita gente com soltura.
Nós daremos o trigo em larga escala,
pois até nos faz conta a merda rala.
Venham todas as merdas à vontade,
não faremos questão da qualidade.
Formas normais ou formas esquisitas!
E, desde o cagalhão às caganitas,
desde a pequena poia à grande bosta,
de tudo o que vier, a gente gosta.
Precisamos de merda, senhor Soisa!...
E nunca precisámos de outra coisa.
Pela Junta Corporativa dos Sindicatos Reunidos, do Norte, Centro e Sul do Alentejo
Évora, 13 de Fevereiro de 1934
O Presidente
D. Tancredo (O Lavrador)
(PS: Resta dizer que os Ministros são outros, mas a merda é a mesma ou até que lidamos com falta dela).
domingo, 2 de janeiro de 2011
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Ano Velho, Ano Novo!
Doze meses se passaram
Outros doze se vão iniciar
Uns velhos que tramaram
Os novos que irão começar
Ninguém gosta de ser velho
Mas, pensando com denodo
É a caminhar com relho
Que se reage de novo
Ano Novo, Ano Velho
Ano Velho, Ano Novo
Ambos têm 12 de mistério
E 365 de aflição, diz o povo
Em cada ano que passa
Há sempre esperança nova
Mas perde a sua graça
Quando vamos para a cova
Haja saúde, alegria e paz
E também muito amor
Que o governo não é capaz
De por isto melhor!
Dos formigos às filhós
Da ceia de Ano Novo e Natal
Que haja algo para nós
Neste mísero Portugal
Para os meus familiares
E para os amigos também
Que tenham lautos manjares
E que fiquem sempre bem
E deixando o Velho para traz
Com o Novo no horizonte
Que seja melhor o nato rapaz
Que o caducado de ontem
Um abraço para todos
Feliz Ano e Fraternidade
Que encham os vossos bolsos
De muitas notas e Felicidade...
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Próspero Ano Novo!
São culpados os mentirosos
Que nos têm desgovernado
Com objectivos enganosos
Deixam o povo enxovalhado
Com estes políticos manhosos
Sente-se o diabo maravilhado
Este ano é para esquecer
Em pouco ou nada prestou
Com promessas apodrecer
Os políticos o povo fintou
Novo ano vai aparecer
Mas com tristes horizontes
Em tudo vai endurecer
Com dificuldades aos montes
Merecia-mos um ano novo
Com mais amor paz e saúde
Mas perdeu a crença este povo
Nos políticos sem virtude
É bom que não fiquem tristonhos
Com os meus versos anteriores
Ninguém vos impede ter sonhos
Mas vai ser um ano sem valores
Não me sai um verso risonho
Mesmo que me tente abanar
Se alguma coisa vos proponho
É que não se deixem enganar
Que no ano novo vos aconteça
O que cada um mais desejar
Mesmo para quem não mereça
Muita saúde, paz e amor, e que manjar!
By «Mário Manso»
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Desejos dum BOM NATAL
I
Alegrem-se os céus e a terra
Vamos cantar com alegria
Vai nascer o DEUS MENINO
Filho da VIRGEM MARIA.
II
Que na quadra Natalícia
Haja paz, alegria e AMOR
Quadra linda e propícia
De se festejar o SENHOR.
III
A todos viventes da terra
Desejos dum BOM NATAL
Quadra que AMOR encerra
O AMOR de JESUS na terra
E no coração de PORTUGAL.
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Mundo de contrastes...
I
Horrível! Este mundo de contrastes,
Onde não se vê uma viável solução.
Os ricos são os senhores de tudo...
Mas falta-lhes um bom coração.
II
Políticos? Não confiar neles.
Primeiro só eles, porque só eles são.
Por isso; ninguém dependa deles,
Porque lhes falta o tal coração.
III
Igreja que sempre vendeu a palavra,
A qual; a alma alimenta,
Mas o alimento que corpo desejava;
Não faz parte da sua ementa.
IV
Vive-se num mundo de instituições,
Que nada fazem para o bem comum.
Deviam-se juntar todas nações,
Para minimizar a dor de cada um.
V
Façamos de todos os dias um NATAL...
São Ensejos de todo o bom cidadão.
Porque não começar por PORTUGAL,
Nesta propícia e bela ocasião?
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
O CÃO BUFO*
...oOo...
O rapaz vai para Lisboa estudar, mas já na metade do 1º semestre acaba o dinheiro que o pai lhe deu. Então ele tem uma ideia brilhante.
Telefona ao pai e sai com esta:
- Pai, não vais acreditar nas maravilhas da moderna educação na cidade. Pois não é que eles aqui têm um curso para ensinar os cães a falar?
O pai, um homem simplório, fica maravilhado:
- E como é que faço para que aceitem o Rex aqui de casa?
- É só mandá-lo para cá com 5.000 EUR que eu faço a matrícula.
E o pai, é claro, cai na conversa e segue a orientação do filho.
Passados mais alguns meses, o rapaz fica novamente liso e liga outra vez:
- E então, meu filho? Como vai o REX?
- Fala pelos cotovelos, pai. Mas agora abriram um outro curso aqui, para os cães aprenderem a ler.
- Não brinques! E podemos matricular o REX?
- Claro! Manda-me 10.000 EUR que eu trato de tudo!
E o velho, mais uma vez, manda o dinheiro.
O tempo vai passando, o final do ano vai chegando e o rapaz dá-se conta que vai ter que se explicar.
O cão, é claro, não fala uma palavra, não lê porcaria nenhuma, enfim, continua exactamente como
sempre.
Sem nenhuma consideração, solta o pobre bicho na rua e apanha o comboio de volta para casa.
A primeira pergunta do pai não podia ser outra:
A primeira pergunta do pai não podia ser outra:
- Onde está o Rex? Comprei uma revista sobre animais, para que ele leia.
- Pai, nem imaginas. Já tinha tudo pronto para voltar, quando vi o REX no sofá, a ler o jornal, como fazia todas as manhãs. E então saiu-se com esta:
"Então, vamos para casa... Como será que está o velho? Será que continua a comer aquela viúva que mora na casa da frente?"
E o pai, mais do que rapidamente:
- Mas que cão bufo de m*rda... Espero que tenhas metido um tiro nos cornos desse filho da p***, antes que venha falar com a tua mãe!
- Mas é claro, pai. Foi o que fiz!
- É assim que se procede, filho!...
Dizem que o rapaz se formou em engenharia, e tornou-se um político de renome...
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Deixe crescer a esperança...
Deixe crescer a esperança
Dentro do seu coração
Tenha plena confiança
Na vida sem emoção
Porque os ingredientes
Temperos de gratidão
De pessoas inteligentes
Onde cresce a razão
Tente misturá-los todos
Os que ela oferece com amor
Ficarão muito gostosos
Num prato de raro sabor…
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Socratíadas!
I
Aos grandes e aos varões sacrificados
Que nesta ocidental praia lusitana
Em tempos quase sempre conturbados
Ajudaram a que passasse a caravana
Contra traidores, gatunos e drogados,
Livrem-nos, por favor, deste sacana.
É o que ardentemente hoje vos peço
E, se o conseguirem, muito agradeço
II
Nos tempos em que Guterres governava
Vivia-se até melhor que hoje em dia.
E o Sócrates Pinto de Sousa militava
lá nas fileiras da Social-Democracia.
Desse Zé Ninguém não se espr’ava
O vil trafulha em que ele se transformaria.
E venho eu, Camões, da língua o Pai
Explicar-vos com “isto” por cá vai…
III
Estavas , jovem Zé, muito contente,
Com o teu Diploma já adquirido
Nessa tal Universidade Independente,
Com fraudes e artimanhas conseguido,
Assinando projectitos de outra gente
Pois que, para nada mais foste intruído.
Mas sendo um refinado vigarista,
Logo te inscreves no Partido Socialista.
IV
Com muita lábia, peneiras, arrogância,
Depressa ousou chegar a Deputado,
E mesmo apesar de tanta ignorância
P’ra Secretário de Estado foi chamado.
E nas burlas, trafulhices e jactância,
Em que esteve nesses tempos embrulhado,
Terá sido nesse ambiente assaz sinistro
Que obteve competências p’ra Ministro.
V
E tu, sábio Cavaco, agora me ensina
Como posso tirar este gajo do poleiro
Pois não passa de uma ave de rapina
Mas já é segunda vez nosso Primeiro.
Mandai-o p’ra bem longe, África ou China
Já que o não podes mandar p'ró Limoeiro.
É que eu estive lá, e aquilo que acho
É que ele só sairá com um Grande Tacho!
VI
Que seja pelos pecados deste Povo,
Teimoso no seu votar sempre às cegas,
P'ra depois implorar p'ra ter de novo
Alguém que seja outro João das Regras
Que o leve sem receios a votar
Num émulo do Oliveira Salazar!
Luis "Vesgo" de Camões…
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Poema do Arrepio!
Exame da Próstata com grande respeito pela tradição Gaúcha
Andava, mijando errado
Com as urina em atraso
Era uma gota no vaso
Três ou quatro na lajota
Quando não era nas bota
Na bombacha ou no scarpim
Eu mesmo mijando em mim
Que tamanha porcaria
E o meu tico parecia
Uma mangueira de jardim :
O pensamento mandava
O pau não obedecia
Quando a bexiga se enchia
Eu mijava à prestação
Pro banheiro em procissão
Uma ida atrás da ôtra
Numa mijada marota
Contrastando com meu zelo
Pra beber era um camelo
E pra mijar um conta-gota :
Depois de passar um bom tempo
Convivendo com esse horror
Me fui atrás de um doutor
Que atendesse meu pedido
Me desse algum comprimido
Pra mim empurrar goela abaixo
Tenho certeza não acho
Que bem antes que eu prossiga
É importante que eu diga
Que não deixei de ser macho :
Mas buenas voltando ao caso
Que é natural que eu reclame
Depois de um monte de exame
De urina e ecografia
E até fotografia
Da minha arma de trepá
Me obrigaram desaguá
Ajoelhado num pinico
E me enfiaram um troço no tico
Que me dói só de lembrá :
Ainda dei o meu sangue
Pros vampiro diplomado
Pensei que tinha acabado
Só me faltava a receita
Já tinha uma ideia feita
Me trato e adeus doutor
Recupero o mijador
Nem sonhava em concluir
Que alguém iria invadir
Meu buraco cagador :
Fiquei bem contrariado
Tomei um baita dum choque
Quando me falaram em toque
Achei bem desagradável
Pra um macho é coisa impensável
Um dedão campeando vaga
No lugar que a gente caga
Vejam só o meu dilema
O pau é que dá problema
E o meu cú é que paga :
Me esquivei o quanto pude
Mas se é pra o bem da saúde
Não deve me fazer mal
Expor assim meu anal
Fazer papel de mulher
Nem tudo que a gente quer
Tá de acordo com os planos
Fui derrubando meus panos
E se salve quem puder
De cotovelo na mesa
A bunda meia empinada
No cú não passava nada
Nem piscava de apertado
Mas era um dedo treinado
Acostumado na bosta
E eu que nunca dei as costa
Pra desaforo de macho
Pensava de pinto baixo
O pior é se a gente gosta :
Pra mim foi mais que um estupro
Aquilo me entrou ardendo
E então eu fiquei sabendo
Como se caga pra dentro
Aquele dedo nojento
Me atolando sem piedade
Me judiou barbaridade
Que alívio quando saiu
Garanto pra quem não viu
Que não vou sentir saudade
Enfiei a roupa ligeiro
Com vergonha e desconfiado
Vai que o doutor abusado
Sem pena das minhas prega
Chamasse um outro colega
Pra uma segunda opinião
Apertei o cinturão
Fiz uma cara de bravo
Dois mexendo no meu rabo
Aí seria diversão
Depois daquela tragédia
Que pior pra mim não tem
Não comentei com ninguém
Pra evitar o falatório
Se alguém fala em consultório
Me bate um pouco de medo
Não faço nenhum segredo
Dessa macheza que eu trago
Mas cada vez que eu cago
Me lembro daquele dedo...
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Cristiano Ronaldo teve a oferta de um carro novo!
O Céu para alguns é sortudo
Neste mundo de bicharada
Enquanto que uns têm tudo
Outros ficam sem nada…
Não esqueçamos, porém
Se contemplados pela sorte
Cada qual pagará também
Imposto na hora da morte
Conforme a sua fortuna
Sobre as grandes divisas
É certo, não haverá lacuna
Na cobrança de taxas e sisas
Assim, nessa altura
Aponte-se o seu destino
Pois será toda a criatura
Passada a pente fino
Não haverá Casa Pia
Muito menos Face Oculta
Não haverá amigo ou tia
A mentira não resulta
Acaba-se também a atrofia
De todos os processos
E não existe garantia
Que possibilite retrocessos
Na grande tropelia
De governos e mandões
Até que enfim, nesse dia
Acabarão os ladrões
Nada de confiar nessa canalha
Que para lá da cortina
Levarão toda a maralha
Para nos cair em cima…
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Comentando: Isto cheira a caldeirada (Blog do Valdemar)
A grande ratice política de Portugal
Isto é como nas touradas!
Quando o toiro é bravo
Com as suas marradas
Agrada ao público aficionado
Assim, quem rouba é valente
E, depois de encher o saco,
Quem o julga é incompetente
E ajuda a alargar o buraco
Com este bando de gente
Ficamos sem o casaco
E mesmo dando ao dente
Fazem de nós um caco
Iremos aturá-los eternamente
Até cairmos no charco
Mas, clamo vivamente
Vendia-os ao desbarato
Pois, admito claramente
Não ter confiança no gato
Para caçar, exactamente
Todo aquele que é rato...
É isso…
Esquecido bem no fundo do baú, sinto-me constrangido e piedosamente arrasto-o, tipo Tarzan e Jane, para os píncaros da glória! Bem no topo como um herói que não quer morrer grita: dêem-me luz.
- Sim meu desprezado aqui a tens.
- Sim meu desprezado aqui a tens.
Sexualidade e a Gíria
Nem mais, oh pessoal.
Vamos animar as hostes…
Somos cidadãos de Portugal.
Fazemos sexo sem igual!
Por isso devemos estar a postes.
A Catraia só é pura:
Nas orelhas e no nariz!
A virgindade é de pouca dura,
É coisa que não se atura…
Tirar-se o vintém pela raiz.
Logo que na Net uma aparece:
Outra coisa não se espera.
Maldito diabo que as tece…
Melhor sorte, ela merece.
Carne fraca: virgindade não tolera
Pessoal, qual a vossa opinião,
Sobre o descrito em cima?
A virgindade já lá não mora, pois não?
Perde-se logo que haja a ocasião.
Ou não será essa má sorte, a sua sina?
O sábio povo sempre disse:
Que para mealheiro a rata não dá.
Para palheiro? Que grande tolice!
Isso seria uma rata patetice!
Portanto há que aproveitar e é já.
Agora a bola é vossa…
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Nossa Senhora do Vencimento!
Por mero acaso, deambulando pelo nosso país, passei nesta pequena localidade entre o Pinhão e S. João da Pesqueira, no Alto Douro Vinhateiro.
Com a crise reinante que nos cerca por todos os lados, acredito que, muito em breve, este será um local de grandes peregrinações... À cautela, fotografei e registei o local.
Nunca se sabe o dia de amanhã!
(Aceitam-se inscrições para viagens de autocarros e comboios)
Neste Pitoresco local
Existe uma capelinha
Que ampara o desigual
De alma como a minha
Senhora do Vencimento
Levai-me Douro acima
Para acabar meu tormento
Nas minhas promessas
Prometo esclarecimento
Porque vejo tudo às avessas
Do governo dum jumento
Levai-me a essa Senhora
Sinto-me estrangulado
Para que a mão protectora
Da Senhora do Vencimento
Socorra este amargurado
Acabe meu padecimento
Esvaziam-me o bornal
Oh, enorme sofrimento
Fazem-no de forma canibal
Num ignóbil tormento
Matando os pobres de Portugal...
ATVerde
Soneto quase inédito!
Surge Janeiro frio e pardacento,
Descem da serra os lobos ao povoado;
Assentam-se os fantoches em São Bento
E o Decreto da fome é publicado.
Edita-se a novela do Orçamento;
Cresce a miséria ao povo amordaçado;
Mas os biltres do novo parlamento
Usufruem seis contos de ordenado.
E enquanto à fome o povo se estiola,
Certo santo pupilo de Loyola,
Mistura de judeu e de vilão,
Também faz o pequeno "sacrifício"
De trinta contos - só! - por seu ofício
Receber, a bem dele... e da nação.
JOSÉ RÉGIO - Soneto escrito em 1969.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Comentando «O Freeport ainda mexe»!
Eu não devo estar errado
De ideias que me atrevo
Que tudo vai passar ao lado
Sendo gente do governo
E, pagará algum marafado
Acusado de estafermo
Se não houver cuidado
Esse proceder será eterno
De tudo bem combinado
Que nem acaba no inferno...
Comentando: "Recordações e saudades" (fuzo-inapto.blogspot.com)
Neste mundo de confusões
Que, relembrando o passado
O Virgílio aponta as profissões
Do seu antigo e saudoso povoado
Como recordar é viver, porém
Também sinto essa saudade
Na minha terra de desdém
Existiam tais coisas de verdade
Que nos davam mais liberdade
E, sendo criados sem mimices
Andávamos sempre à vontade
Até mesmo nas malandrices
Jogando pião, junto ao ferrador
Em frente à loja da ferragem
Ele tinha fama de doutor
Olhando à sua pertinaz bagagem
Das variados ofícios e artes
Dos pedreiros e dos picos
Das toscas retretes e açafates
Da servidão útil dos penicos
Mudaram-se os tempos
Modernizaram-se as funções
E, até os temperamentos
Vieram criar mais aflições
O tempo não chega para nada
Corre-se de manhã ao anoitecer
A sociedade está estagnada
Já começou a apodrecer
Para nós os reformados
Pouco esperamos deste desnorte
Apenas, nos prestem os cuidados
Bom seria termos essa sorte
Nestas recordações e saudades
Imbuídas de muita graça
Que o Virgílio sem leviandades
Trouxe de novo para a praça
Continua, amigo, gostei
Não desanimes, sê diligente
Porque para viver, eu sei
É preciso ter o coração quente...
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Vacas e vacarolas...
Bruna Real agrada a pais e alunos Encarregados de educação consideram Bruna Real uma pessoa “simpática” e garantem que o passado da professora não é importante.
Passeiam-se por todo o país
Entram em tudo que é moda
Até vão metendo a raiz
Dentro da própria escola
Descaradas e sem ética,
Sem virtudes, escandalosas
Mostram a sua estética
Com peneiras e vaidosas
Abrem o peito, das mamas
Pondo de lado as lisuras
Na escola, estas damas
Dão aulas quase nuas
Das suas abastadas tetas
Das quais fazem alarde
Ira ser através destas
Dão de mamar à vontade
Acabou-se o leite em pacotes
Passam a mamá-lo directo
Porque as vacas aos pinotes
Aparecem em qualquer gueto
E, com a falta dos iogurtes
Do queijo, da manteiga dourada
Elas, fazem dos alunos abutres
Da sua própria marmelada
Deste incompreensível país
Da nossa irascível e fraca urbe
Facilitam a qualquer petiz
Que lhe apalpe o úbere
Dizem os zelosos pais
Que o “passado não conta”
São estes exemplos que dais
Duma educadora tonta
Mas, se agora vale tudo
Brado aos céus, quem diria
Que neste paraíso sortudo
Há leite fresco todo o dia
Assim, acabam-se os preconceitos
Dos valores da ética e da moral
Porque, quem tiver belos peitos
Vai triunfando em Portugal…
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