sexta-feira, 20 de maio de 2011

Existe um lugar escondido...

Para deliciar aqueles que vão participar no 
Convívio das Companhias Nº 2 & Nº 8 de Fuzileiros,
 no leitão da Mealhada
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Direito ou torto
Estreito, gordo ou cabeçudo
Até mesmo canhoto
Careca ou peludo
O homem não é de todo
Aquele que pode ser tudo…
Mesmo esfomeado
Por ventura, barrigudo
Sendo desgraçado
Ou então, pançudo
Num país enguiçado
Torna-se caso bicudo
Onde qualquer anafado
Sendo narigudo
Neste mundo desalmado
Não passa dum ser nulo…
Que no meu jeito de profeta
Ou se calhar de burro
Teria a mão mais certa
Para provocar um esturro…
Oh…homem que pouco vales
Ocioso e casmurro
Vives no, não te rales
Na ciência do sabe-tudo…
Mas, esgotando o sentido
Levanta a cabeça do breu
Existe um lugar escondido
Para ti, no Inferno ou no Céu…

terça-feira, 3 de maio de 2011

A xoxota!


* Sete bons homens de fino saber *
* Criaram a xoxota, como pode se ver: *
* Chegando na frente, veio um açougueiro. *
* Com faca afiada deu talho certeiro *
* Um bom marceneiro, com dedicação. *
* Fez furo no centro com malho e formão *
* Em terceiro o alfaiate, capaz e moderno. *
* Forrou com veludo o lado interno *
* Um bom caçador, chegando na hora. *
* Forrou com raposa, a parte de fora. *
* Em quinto chegou, sagaz pescador. *
* Esfregando um peixe, deu-lhe o odor.. *
* Em sexto, o bom padre da igreja daqui. *
* Benzeu-a dizendo: 'É só pra xixi!'. *
* Por fim o marujo, zarolho e perneta. *
* Chupou-a, fodeu-a e chamou-a... *
* Buceta! *

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Começo a ter vergonha...

Começo a ter vergonha
De pertencer ao país
Com doença, peçonha
Conserva a febre na raiz

Como posso mais amar
O berço onde nasci?
Com tanta gente a gamar
Como isto nunca vi...

Políticos, erguem o punho
Outros símbolos, a seta;
Assim, chegaram ao cúmulo
Fazem da gente pateta

Falam, riem, estes fenómenos
Da política desabrida;
Onde estão os barómetros
Promessa, da melhoria de vida?

Gastam balúrdios em festanças:
O patego, disso abdica!
São piores que crianças
Filhos de gente rica
Assim, puseram as finanças
À porta da botica
Cujo remédio, esperanças
Da bancarrota aflita;
Destes energúmenos sem igual
O povo brada e grita
Ladrões, matastes Portugal...


domingo, 24 de abril de 2011

A Nova Ponte sobre o Rio Douro...


Ó ponte, donde melhor
Se pode avistar a água;
Quantos olhos, com ardor
Choram tanta mágoa...
Daqueles que pereceram
No leito do teu rio
E, tantos corações sofreram
A perda de um amigo...
Mas tu, querida ponte
És mais um bom atalho
Para os que buscam a fonte
Do sustento, do trabalho...
E, seguindo o teu rumo
Aguentando passos seguros
Orgulhosa e com aprumo
De jovens e velhos maduros
Observas com astúcia
Anotas na tua memória
Tantos soluços, tanta angústia
Que formam a tua história...
No cais ou no ancoradouro
No teu berço submerso e mortal
Que este eterno rio Douro
Tem algo de bom e algo de mal
Sendo da cor do ouro
Correndo sempre veloz
Há procura dum tesouro
Que só encontra na Foz
E, remexendo na areia
Tal como um garoto
Houve cantar a sereia
Na cidade do Porto
Que outrora, foi Capital
Do País que teve o gosto
De chamar-se Portugal...

sábado, 16 de abril de 2011

Isto faz-vos lembrar alguma coisa?

Surge Janeiro frio e pardacento,
Descem da serra os lobos ao povoado;
Assentam-se os fantoches em São Bento
E o Decreto da fome é publicado.

Edita-se a novela do Orçamento;
Cresce a miséria ao povo amordaçado;
Mas os biltres do novo parlamento
Usufruem seis contos de ordenado.

E enquanto à fome o povo se estiola,
Certo santo pupilo de Loyola,
Mistura de judeu e de vilão,

Também faz o pequeno "sacrifício"
De trinta contos - só! - por seu ofício
Receber, a bem dele... e da nação.

José Régio - 1969

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Coincidência (Feliz ou Infeliz): Roberto, guarda-redes/Ministra da Defesa Espanhola!







Como nem só de futebol
Vive o bicho homem
Oh... Roberto espanhol
Os portistas não dormem

Naquela franca gentileza
Desceu Jesus à terra
Parecias a Ministra da defesa
Em tempo de guerra

Cuja arma de fogo
Deixa a descoberto
Como a baliza de jogo
Defendida por Roberto

É escárnio a comparação
Na feliz ou infeliz coincidência
Para defesa duma nação
É preciso mais inteligência

No peito, grande decote
Na defesa: Exército, Aviação e Armada
Para o inimigo que sorte
Não trará cuecas, nem nada

A não ser, meias de ponto de cruz
Ao jeito de fazer fogo
Tente esconder o obus
Pode ser atacada de novo

Ponha de aviso a metralha
Sentinelas em todo o lado
Em cima do olho, uma medalha
Procure ter mais cuidado

Para uma defesa mais cerrada
Use o centro de instrução e pesquisa
Ficará melhor acompanhada
Com o Roberto na outra baliza...

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Dia 1 de Abril, dia das mentiras...

Acordei a rir, manhã primaveril
Sonhei que tinha ganho
Neste dia 1 de Abril
Com um certo arreganho
O famoso euromilhões
Notei que era uma utopia
E causa de algumas aflições
Porque é costume neste dia
Como já vai longe a fama
Que está sempre na mira
Ou a gente muito se engana;
Lá vem mais uma mentira
Quem seria o espertalhão?
Que levou a cabo tais artes
Pois, teve nessa ocasião
A esperteza de Sócrates
Em tudo quanto vemos
Na história, há sempre um poeta,
Meus amigos, é o que temos
Neste mundo pateta
Onde será difícil, pelo menos
Conseguir chegar à meta
E, pelo que tenho visto
Pela mentira ninguém acerta
Noutro primeiro-ministro
Se, das mentiras ditas
Fossem autênticas verdades
Haveria menos almas aflitas
Na procura de castidades
Fracos são aqueles que mentem
Que utilizam tais assimetrias
Tal como os que consentem
Nunca acabarão o dia das mentiras...

segunda-feira, 28 de março de 2011

Vinhos: Cabeça de Burro, branco e tinto...












Quando me sentei à mesa
Não fazia a menor ideia
Que ao servir-me com gentileza
Me trouxeram um bela ceia

Comi até não poder mais
Ficou a abarrotar a minha pança
Na linda terra de Vinhais
Muito perto de Bragança

Vinho: tinto ou branco?
De preferência, maduro;
Mas para meu espanto
Desconhecia o Cabeça de Burro!

Existe cada baptismo, invulgar
Que não escapam ao ateu
Depois de comer e pagar
O cabeça de burro, sou eu

Lá que o vinho era bom
E, se dúvidas houvesse
À beira do garrafão
Cada vez, mais apetece

O pior, é segurar o burro
Que só anda aos pinotes!
Mas, se o vinho era maduro
Como causa tais desnortes?

Por fim, pude confirmar
Deve-se beber com calma;
É que o vinho, se calhar
Dá-nos cabo da alma

Saí de canto em esquina
Cada passo, cada tropeço
Soube que , depois da vindima
O "burro" precisa de cabresto

Levado de empurrão, ao colo
Bêbado, meteram-me na cama
Porque esta de beber mais um golo
Não nos livra da fama

Burros de rédea solta
Que formam uma manada
Sentem-se à nossa volta
Cabeças de burro de cara inchada

Para outra vez, evito beber demais
Porque me faz andar a trote
Correndo leiras e quintais
Chegando a casa a galope...

TIC

Geração do à rasca e também do panasca...

Na manifestação do à rasca
Ali junta da Rotunda
Depois daquela borrasca
Ninguém quis a minha bunda

Apesar de ser honesto
Naquela grande confusão
Dar o corpo ao manifesto
Era a minha grande paixão

Mas, como tudo na vida
Nada protege os panascas
Tornou-se numa falsa partida
Esta meta dos arrascas

Procurei por todos os cantos
Esbracejei como um safado
Torci o corpo em relâmpagos
Mas não deu resultado

Não havia militares
A farda desapareceu
Para o azar dos azares
Outros, pescavam como eu...

Esta Lisboa de outrora
De fartura, deu em crise
Procura, parece que agora
Já não há quem precise?

Dos arrascas, caramba
Não colhi nada de sonho
Do Parque Duarte VII, sem desalma
Até ao Conde Redondo

Fui até à Assembleia
O Decreto saiu ali, aprovado
Mas, levar no cú, que ideia
Começa a ficar muito caro

Há muitos com essa veia
Mas é preciso ser deputado
Fora disso, a coisa pouco rabeia
Passa a ser complicado

Onde é que eu ouvi disto?
Repugna-me esse falhanço
Porque, qualquer ministro
Concorda com o balanço

Conclui, que são mais os paneleiros
Que a gente que se diz honesta
Então, sem olhar a terceiros
Entram todos na mesma festa

E, isto não tem fim, nem termo
Cada vez, alastra-se para pior;
Mesmo dentro do governo:
Quem será o homossexual maior?

Vim embora desconsolado
Mas vou manter-me sempre cortez;
Vou lavar o cú e perfumá-lo
Para ter mais sorte  noutra vez...

Estou velho, pouco valho
É fraca a minha carcaça;
Porque, também do meu rabo
Ninguém o quer, nem de graça...

TIC

domingo, 27 de março de 2011

A Tropa Fandanga!

0
Com a crise que galopa 
O dinheiro não abunda 
Mal fica a nossa tropa 
Sem poder tapar a bunda 
02 
Se não há nuvens no céu 
E o frio é comedido 
Deixa-se o corpo ao léu 
E está tudo resolvido 
03 
Pode usar-se o fato-macaco 
Aquele com que nascemos 
Que não custa um pataco 
E assim já pouparemos 
04 
Sem roupa ou nu em pelo 
Os trapos não fazem falta 
E mostrando o corpo belo 
Por certo anima a malta 
05 
Que mais posso dizer 
Nesta triste situação 
Eu pagava para não ver 
Assim a minha Nação 
06 
Miséria que traz alegria 
Com tanta chicha à vista 
E a mim mui feliz me faria 
Passar esta tropa em revista 
07 
Corpo quente, corpo que sua 
Mas eu só sinto calafrios 
Ao ver tanta carne nua 
Fico cheio de arrepios 
08 
Capacetes devem usar 
Para as cabeças proteger 
E do corpinho bem tratar 
Antes de adormecer 
09 
Corpos sadios, livres e belos 
E eu aqui pronto p’ra luta 
Pele macia, ricos marmelos 
Fico louco com tanta fruta 
10 
Com boné ou em cabelo 
Elas são sempre as maiores 
Vestidas ou nuas em pelo 
Fazem-nos subir os calores 
11 
O país está de tanga 
É a crise internacional 
Viva a tropa fandanga 
Do Exército de Portugal!

segunda-feira, 21 de março de 2011

Dia Mundial da Poesia!

Coisa muito especial se celebra neste dia
E por tal razão não poderia ficar calado
Refiro-me ao «Dia Mundial da Poesia»
Que deve também por vós ser celebrado!

sábado, 5 de fevereiro de 2011

sábado, 22 de janeiro de 2011

À moda de Camões!

I
As sarnas de barões todos inchados
Eleitos pela plebe lusitana
Que agora se encontram instalados
Fazendo aquilo que lhes dá na gana
Nos seus poleiros bem engalanados,
Mais do que permite a decência humana,
Olvidam-se de quanto proclamaram
Em campanhas com que nos enganaram!
II
E também as jogadas habilidosas
Daqueles tais que foram dilatando
Contas bancárias ignominiosas,
Do Minho ao Algarve tudo devastando,
Guardam para si as coisas valiosas...
Desprezam quem de fome vai chorando!
Gritando levarei, se tiver arte,
Esta falta de vergonha a toda a parte!
III
Falem da crise grega todo o ano!
E das aflições que à Europa deram;
Calem-se aqueles que por engano...
Votaram no refugo que elegeram!
Que a mim mete-me nojo o peito ufano
De crápulas que só enriqueceram
Com a prática de trafulhice tanta
Que andarem à solta só me espanta.
IV
E vós, ninfas do Coura onde eu nado
Por quem sempre senti carinho ardente
Não me deixeis agora abandonado
E concedei engenho à minha mente,
De modo a que possa, convosco ao lado,
Desmascarar de forma eloquente
Aqueles que já têm no seu gene
A besta horrível do poder perene!

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

"Poema do tempo de Salazar"...

Aproveitando este belo e satírico poema enviado por um amigo militar, não resisti à tentação de o publicar para vossos futuros comentários...
Conta-se que este poema foi dirigido ao Ministro da Agricultura do governo de Salazar, como forma de pedir adubos. Por mais estranho que pareça, o senhor que o escreveu não foi preso e Salazar até se fartou de rir (??!!!) quando o leu:

- E X P O S I Ç Ã O -

Porque julgamos digna de registo
a nossa exposição, senhor Ministro,
erguemos até vós, humildemente,
uma toada uníssona e plangente
em que evitámos o menor deslize
e em que damos razão da nossa crise.

Senhor: Em vão, esta província inteira,
desmoita, lavra, atalha a sementeira,
suando até à fralda da camisa.
Falta a matéria orgânica precisa
na terra, que é delgada e sempre fraca!
- A matéria, em questão, chama-se caca.

Precisamos de merda, senhor Soisa!...
E nunca precisámos de outra coisa.

Se os membros desse ilustre ministério
querem tomar o nosso caso a sério,
se é nobre o sentimento que os anima,
mandem cagar-nos toda a gente em cima
dos maninhos torrões de cada herdade.
E mijem-nos, também, por caridade!

O senhor Oliveira Salazar
quando tiver vontade de cagar
venha até nós solícito, calado,
busque um terreno que estiver lavrado,
deite as calças abaixo com sossego,
ajeite o cú bem apontado ao rego,
e... como Presidente do Conselho,
queira espremer-se até ficar vermelho!

A Nação confiou-lhe os seus destinos?...
Então, comprima, aperte os intestinos;
se lhe escapar um traque, não se importe,
... quem sabe se o cheirá-lo nos dá sorte?
Quantos porão as suas esperanças
n'um traque do Ministro das Finanças?...
E quem vier aflito, sem recursos,
Já não distingue os traques dos discursos.

Não precisa falar! Tenha a certeza
que a nossa maior fonte de riqueza,
desde as grandes herdades às courelas,
provém da merda que juntarmos n'elas.

Precisamos de merda, senhor Soisa!...
E nunca precisámos de outra coisa.

Adubos de potassa?... Cal?... Azote?...
Tragam-nos merda pura, do bispote!
E todos os penicos portugueses
durante, pelo menos uns seis meses,
sobre o montado, sobre a terra campa,
continuamente nos despejem trampa!

Terras alentejanas, terras nuas;
desespero de arados e charruas,
quem as compra ou arrenda ou quem as herda
sente a paixão nostálgica da merda...

Precisamos de merda, senhor Soisa!...
E nunca precisámos de outra coisa.

Ah!... Merda grossa e fina! Merda boa
das inúteis retretes de Lisboa!...
Como é triste saber que todos vós
Andais cagando sem pensar em nós!

Se querem fomentar a agricultura
mandem vir muita gente com soltura.
Nós daremos o trigo em larga escala,
pois até nos faz conta a merda rala.

Venham todas as merdas à vontade,
não faremos questão da qualidade.
Formas normais ou formas esquisitas!
E, desde o cagalhão às caganitas,
desde a pequena poia à grande bosta,
de tudo o que vier, a gente gosta.

Precisamos de merda, senhor Soisa!...
E nunca precisámos de outra coisa.

Pela Junta Corporativa dos Sindicatos Reunidos, do Norte, Centro e Sul do Alentejo
Évora, 13 de Fevereiro de 1934
O Presidente
D. Tancredo (O Lavrador) 

(PS: Resta dizer que os Ministros são outros, mas a merda é a mesma ou até que lidamos com falta dela).

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Ano Velho, Ano Novo!

Doze meses se passaram
Outros doze se vão iniciar
Uns velhos que tramaram
Os novos que irão começar

Ninguém gosta de ser velho
Mas, pensando com denodo
É a caminhar com relho
Que se reage de novo

Ano Novo, Ano Velho
Ano Velho, Ano Novo
Ambos têm 12 de mistério
E 365 de aflição, diz o povo

Em cada ano que passa
Há sempre esperança nova
Mas perde a sua graça
Quando vamos para a cova

Haja saúde, alegria e paz
E também muito amor
Que o governo não é capaz
De por isto melhor!

Dos formigos às filhós
Da ceia de Ano Novo e Natal
Que haja algo para nós
Neste mísero Portugal

Para os meus familiares
E para os amigos também
Que tenham lautos manjares
E que fiquem sempre bem

E deixando o Velho para traz
Com o Novo no horizonte
Que seja melhor o nato rapaz
Que o caducado de ontem

Um abraço para todos
Feliz Ano e Fraternidade
Que encham os vossos bolsos
De muitas notas e Felicidade...

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Próspero Ano Novo!

São culpados os mentirosos
Que nos têm desgovernado
Com objectivos enganosos
Deixam o povo enxovalhado
Com estes políticos manhosos
Sente-se o diabo maravilhado

Este ano é para esquecer
Em pouco ou nada prestou
Com promessas apodrecer
Os políticos o povo fintou

Novo ano vai aparecer
Mas com tristes horizontes
Em tudo vai endurecer
Com dificuldades aos montes

Merecia-mos um ano novo
Com mais amor paz e saúde 
Mas perdeu a crença este povo
Nos políticos sem virtude

É bom que não fiquem tristonhos
Com os meus versos anteriores
Ninguém vos impede ter sonhos
Mas vai ser um ano sem valores

Não me sai um verso risonho
Mesmo que me tente abanar
Se alguma coisa vos proponho
É que não se deixem enganar

Que no ano novo vos aconteça
O que cada um mais desejar
Mesmo para quem não mereça
Muita saúde, paz e amor, e que manjar!

By «Mário Manso»

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Desejos dum BOM NATAL

I
Alegrem-se os céus e a terra
Vamos cantar com alegria
Vai nascer o DEUS MENINO
Filho da VIRGEM MARIA.

II
Que na quadra Natalícia
Haja paz, alegria e AMOR
Quadra linda e propícia
De se festejar o SENHOR.

III
A todos viventes da terra
Desejos dum BOM NATAL
Quadra que AMOR encerra
O AMOR de JESUS na terra
E no coração de PORTUGAL.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Mundo de contrastes...

I
Horrível! Este mundo de contrastes, 
Onde não se vê uma viável solução.
Os ricos são os senhores de tudo...
Mas falta-lhes um bom coração.
II
Políticos? Não confiar neles.
Primeiro só eles, porque só eles são.
Por isso; ninguém dependa deles,
Porque lhes falta o tal coração.
III
Igreja que sempre vendeu a palavra,
A qual; a alma alimenta,
Mas o alimento que corpo desejava;
Não faz parte da sua ementa.
IV
Vive-se num mundo de instituições,
Que nada fazem para o bem comum.
Deviam-se juntar todas nações,
Para minimizar a dor de cada um.
V
Façamos de todos os dias um NATAL...
São Ensejos de todo o bom cidadão.
Porque não começar por PORTUGAL,
Nesta propícia e bela ocasião?

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

O CÃO BUFO*

...oOo...
O rapaz vai para Lisboa estudar, mas já na metade do 1º semestre acaba o dinheiro que o pai lhe deu. Então ele tem uma ideia brilhante.
Telefona ao pai e sai com esta:
- Pai, não vais acreditar nas maravilhas da moderna educação na cidade. Pois não é que eles aqui têm um curso para ensinar os cães a falar?
O pai, um homem simplório, fica maravilhado:
- E como é que faço para que aceitem o Rex aqui de casa?
- É só mandá-lo para cá com 5.000 EUR que eu faço a matrícula.
E o pai, é claro, cai na conversa e segue a orientação do filho.
Passados mais alguns meses, o rapaz fica novamente liso e liga outra vez:
- E então, meu filho? Como vai o REX?
- Fala pelos cotovelos, pai. Mas agora abriram um outro curso aqui, para os cães aprenderem a ler.
- Não brinques! E podemos matricular o REX?
- Claro! Manda-me 10.000 EUR que eu trato de tudo!
E o velho, mais uma vez, manda o dinheiro.
O tempo vai passando, o final do ano vai chegando e o rapaz dá-se conta que vai ter que se explicar.
O cão, é claro, não fala uma palavra, não lê porcaria nenhuma, enfim, continua exactamente como
sempre.
Sem nenhuma consideração, solta o pobre bicho na rua e apanha o comboio de volta para casa.
A primeira pergunta do pai não podia ser outra:
- Onde está o Rex? Comprei uma revista sobre animais, para que ele leia.
- Pai, nem imaginas. Já tinha tudo pronto para voltar, quando vi o REX no sofá, a ler o jornal, como fazia todas as manhãs. E então saiu-se com esta:
"Então, vamos para casa... Como será que está o velho? Será que continua a comer aquela viúva que mora na casa da frente?"
E o pai, mais do que rapidamente:
- Mas que cão bufo de m*rda... Espero que tenhas metido um tiro nos cornos desse filho da p***, antes que venha falar com a tua mãe!
- Mas é claro, pai. Foi o que fiz!
- É assim que se procede, filho!...
Dizem que o rapaz se formou em engenharia, e tornou-se um político de renome...