sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Olá!

Um ano e um dia já se passou
Desde a última vez que aqui vim
Sem nuvens no céu o sol brilhou
Enviou um raio de luz para mim !

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

De um poeta que não sou eu!

Poetas... há muitos
Mas bons, são poucos
Cada um puxa pelos trunfos
Neste mundo de loucos

E, se com a sua poesia
Conseguir chegar à meta
Deste idiota em demasia
Já valeu ser poeta

Oh povo, não sejamos anedotas
Porque eles enchem o bornal
Fingem que são patriotas
E... desgraçam Portugal...

domingo, 17 de janeiro de 2016

Votos de Ano Novo!

Há coisas que já não dão!
para serem recicladas
como as pétalas perfumadas
já murchas, caídas no chão.


Ano Novo, vida nova,
que não seja mais uma ilusão
fazem parte da vida enganosa
mágoas deixadas no coração!


lágrimas caídas no escuro,
dos olhos, na terra quem as deixou
esperamos que nos traga o futuro
melhor do que para trás ficou!

(Edumanes)

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Caralhotas de Almeirim!

Bom dia, bom domingo
e boa disposição,
muita saúde e alegria
sorriam, porque eu não minto
obrigado pela vossa simpatia.
Até poderia ter sido, 
mas, anedota, não foi não
porque foi verídico,
como eu vos vou contar.
Assim foi exactamente.
não foi por engano
fui ali ao Continente,
no último dia do velho ano.
Na charcutaria 
comprei chouriço de Garvão,
comprei na garrafeira
vinho tinto da Vidigueira
e na padaria comprei pão,
dois redondos e um comprido são,
disse a padeira sorridente para mim,
Caralhotas de Almeirim!
(Edumanes)

quarta-feira, 5 de março de 2014

Um Portugal novo!

Diz-se que há mar e mar
E também há em Portugal
Muitos políticos sem igual
Verdadeiros artistas a roubar

Digo ao mar e ao mundo
Que matar não me apraz
Mas pela Pátria seria capaz
De os meter todos no fundo

Vou cantar à Liberdade,
Vou pela Justiça rezar
Mas não posso perdoar
Quem faz tanta maldade

Continuar assim, não
Conhecemos os traidores,
Engravatados doutores
Que nos roubam o pão

A voz do nosso povo,
No dia do julgamento
Porá um fim ao tormento
Teremos um Portugal novo!

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Mozambique!

I like to spend some time in Mozambique
The sunny sky is aqua blue
And all the couples dancing cheek to cheek.
It's very nice to stay a week or two.

There's lots of pretty girls in Mozambique
And plenty time for good romance
And everybody likes to stop and speak
To give the special one you seek a chance
Or maybe say hello with just a glance.

Lying next to her by the ocean
Reaching out and touching her hand,
Whispering your secret emotion
Magic in a magical land.

And when it's time for leaving Mozambique,
To say goodbye to sand and sea,
You turn around to take a final peek

And you see why it's so unique to be
Among the lovely people living free
Upon the beach of sunny Mozambique.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Natal de quem?


Mulheres atarefadas 
Tratam do bacalhau, 
Do peru, das rabanadas. 
- Não esqueças o colorau, 
O azeite e o bolo-rei ! 
- Está bem, eu sei ! 
- E as garrafas de vinho ? 
- Já vão a caminho ! 
- Oh mãe, estou pr'a ver 
Que prendas vou ter. 
Que prendas terei ? 
- Não sei, não sei... 
Num qualquer lado, 
Esquecido, abandonado, 
O Deus-Menino 
Murmura baixinho: 
- Então e Eu, 
Toda a gente Me esqueceu ? 

Senta-se a família 
À volta da mesa. 
Não há sinal da cruz, 
Nem oração ou reza. 
Tilintam copos e talheres. 
Crianças, homens e mulheres 
Em eufórico ambiente. 
Lá fora tão frio, 
Cá dentro tão quente ! 
Algures esquecido, 
Ouve-se Jesus dorido : 
- Então e Eu, 
Toda a gente Me esqueceu ? 

Rasgam-se embrulhos, 
Admiram-se as prendas, 
Aumentam os barulhos 
Com mais oferendas. 
Amontoam-se sacos e papeis 
Sem regras nem leis. 
E Cristo Menino 
A fazer beicinho : 
- Então e Eu, 
Toda a gente Me esqueceu ? 

O sono está a chegar. 
Tantos restos na mesa e no chão ! 
Cada um vai transportar 
Bem-estar no coração. 
A noite vai terminar 
E o Menino, quase a chorar: 
- Então e Eu, 
Toda a gente Me esqueceu ? 

Foi a festa do Meu Natal 
E, do princípio ao fim, 
Quem se lembrou de Mim ? 
Não tive tecto nem afecto ! 
Em tudo, tudo, eu medito 
E pergunto no fechar da luz : 
- Foi este o Natal de Jesus ?

(João Coelho dos Santos - in Lágrima do Mar - 1996)

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Quero lá saber!

Eu quero lá saber
Da roubalheira e da alta corrupção
Que o Djaló esteja no Benfica ou no Cazaquistão
Que não se consiga controlar a inflação

Eu quero lá saber
Que haja cada vez mais desempregados
Que dêem diplomas e haja cursos aldrabados
Que me considerem reformado ou um excedentário
Que se financie cada vez mais a fundação do Mário
Que se ilibe o Sócrates do processo
Que não haja na democracia um só sucesso

Eu quero lá saber
Que o Sócrates já não finja que namora a Câncio
Que o BCE se livre do pavão armado do Constâncio
Que roubem multibancos com retro-escavadora
Que o Nascimento esburaque os processos à tesoura
Que deixe até de haver o feriado do 1º de Maio
Que a tuberculose seja mesmo um tacho pró Sampaio
Que em Bruxelas mamem muitos deputados
Que o Guterres trate apenas dos refugiados
Que a nós nos deixou bem entalados

Eu quero lá saber
Que ele vá a cento e sessenta e não lhe preguem uma multa
Que amanhã ilibem os aldrabões da Face Oculta
Que o Godinho pese a sucata e abata a tara
Que pra compensar mande uns robalos ao Vara
Que o buraco da Madeira sobre também para mim
Que a Merkl se esteja borrifando pró Jardim

Eu quero lá saber
Que a corja dos deputados só se levante ao meio-dia
Que a "Justiça" indemnize os pedófilos da Casa Pia
Que não haja aumentos de salários nem digna Concertação Social
Que os ministros e gestores ganhem muito e façam mal
Que Guimarães este ano se mantenha a capital
Que alguém compre gasolina na cidade de Elvas
Que só abasteça o condutor do Dr. Relvas
Que na Assembleia continuem 230 cretinos
Que nas autarquias haja muitos Isaltinos
Que o Álvaro por tu ai esse sim hei-de eu vir a tratar
Que se lixe o falar doce do grande actor Gaspar
Que morram os pobres e os velhos portugueses
Que eles querem é que fiquem só os alemães e os franceses

Eu quero lá saber
Que o Zé seja montado quer por baixo quer por cima
Que a Justiça safe bem depressa o influente Duarte Lima
Que o bancário Costa não volte a dormir na prisão
Que o Cavaco chegue ao fim do mês sem um tostão
Que na Procuradoria continue o Pinto Monteiro
Que prós aldrabões tem sido um gajo porreiro
Que os offshores andem a lavar dinheiro
Que o BPN tenha sido gamado pelo Loureiro
Que no BPP prescrevam os processos do Rendeiro
Que à CEE presida um ex-maoista sacana e manhoso
Que agora é o snob democrata Zé Manel Barroso
Tudo isto já nada p'ra mim tem de anormal

Mas o que eu quero mesmo saber
é onde está o meu país chamado PORTUGAL
que isto aqui é vilanagem pura, roubalheira, corrupção
Meu Deus manda de novo o Marquês de Pombal
antes que este povo inerte permita a destruição!

Publicado por: Maria (respeitável funcionária pública)

sábado, 8 de dezembro de 2012

O verbo gaspar!

Há vocábulos usados
Com vários significados
Denominados homónimos;
Também se exprime a preceito
Uma ideia ou um conceito
Usando vários sinónimos.

Está neste caso “roubar“
“furtar“, “desapropriar“
“surripiar” e “extorquir”;
“rapinar” ou “saquear“
“esbulhar“ e “gatunar“
“pilhar“ e “subtrair“.

Surge agora um novo termo
Criado por um estafermo
Que nos está a (des)governar.
Com imprevidentes “Passos“
Fazendo de nós palhaços
Inventa o verbo … ” gaspar “.

“Gaspar“ é neologismo
Que nos lança para o abismo
Num desastre humanitário.
Mesmo com o país enfermo
Vamos extirpar tal termo
Do nosso vocabulário!

sábado, 8 de setembro de 2012

Mulher Alentejana!

Ó mulher alentejana 
Sem ti, o Alentejo 
Assemelha-se a um brejo 
Sem encanto nem beleza 
Onde só se vê tristeza 
E uma plebe profana

Vais p´ró campo ceifar o trigo
Vens p'ra casa tratar os filhos
Num mar de tantos sarilhos
Ainda caias a casa
Quando penso fico em brasa
Porque não casei contigo

És a mulher ideal
Fazes feliz qualquer homem
És a pimenta, és o sal
Que todos os homens consomem

Autor: Homem alentejano (com certeza)

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Agora sou um doutor!

Já tenho licenciatura
Agora sou um doutor,
Tenho montes de cultura
Vou ser Ministro… se fôr…

Inscrevi-me ao fim do dia
Naquela universidade
Dos diplomas de inverdade
P’ra testar o que sabia;
Já de manhã, mal se via,

De maneira prematura
Eu fiz muito má figura
Mas mesmo sem saber nada
Formei-me na Tabuada
Já tenho licenciatura!

Dei cem erros no ditado
E agora o mais curioso:
Por estar muito nervoso
Á recta chamei quadrado!

Quando me foi perguntado 
Se conhecia o Reitor
Respondi que não senhor
Embora fosse meu tio…
Disse mentiras a fio
Agora sou um doutor!

Com mesquinhez e com tudo
Puxei das equivalências
Juntei outras mil valências
Deram-me mais um canudo;
Com diplomas e com tudo

Era fácil a leitura:
Deixei de ser um pendura
Sou político afamado
Sou falado em todo o lado
Tenho montes de cultura

Já sou Mestre em Corrupção
A todos sei enganar
Habituei-me a roubar
Tirei curso de ladrão;
E agora, queiram ou não,

Mesmo sem nenhum valor
Eu falo que é um primor
Na Assembleia sentado
Para já sou deputado,
Vou ser Ministro… se fôr…
(Autor desconhecido)


quarta-feira, 6 de junho de 2012

Nobres filhos de Viseu!

É uma das mais lindas cidades Museu
Que soube exaltar o Lusitano Valor
Onde o ilustre Grão Vasco nasceu
E o mais destemido general pastor

Aquele se chamou o grande Viriato
Outro viseense está no lugar cimeiro
Com escrita diferente do Pintor inato
Distinguiu-se o poeta Tomaz Ribeiro 

Cidade fidalga sempre activa e Romeira
Onde o povo trabalha em prol da Grei 
Viseu é a urbe grande rainha da beira

Pois, consta-se que aí também nasceu
O Grande Conquistador, o nosso I Rei
Nos subúrbios desta Cidade de Viseu
Autor: Rafael C. Souza

sábado, 17 de março de 2012

Porque gosto do Benfica!

Um dia vou pedir à Musa que me dê inspiração
E tentando ter mais graça que o palhaço Tiririca
Vou fazer lindos versos ao clube do meu coração
O sempre grande e glorioso Sport Lisboa e Benfica!

quinta-feira, 8 de março de 2012

Dia da Mulher!


Injectando sangue quente
Numa flôr de malmequer,
Deus inventou uma serpente
a que lhe chamou MULHER!
Registando-a com patente
E com direitos de aluguer,
Dizendo solenemente...
-Seja o que Deus quizer,
Se a mim me falhou a mente,
Salve-se de ti quem puder!

Por: Valdemar Alves

terça-feira, 1 de novembro de 2011

O Chico das gravatas...

Todo aquele que é rico
Cheio de roupas fartas
Mas ao pobre Chico
Só lhe davam gravatas
Eram velhas, de nó coçado
Quase rotas, sem brilho
Sem valerem um cruzado
Do uso que terão tido
Dadas como esmola
Coisa que pouco aquece
Colocadas na suja gola
Deste parolo campestre
Coitado, não era nobre
Mas afinal quem diria
Que este desgraçado e pobre
Tinha uma gravata para cada dia
Uma gravata à segunda
Para terça outra tinha
À quarta, cor de penumbra
Na quinta outra vinha
A de sexta era creme
No sábado usava lilás
Ao domingo pegava na beije
Este macambúzio rapaz
Nem as gravatas com fartura
Melhoravam o uniforme
Na garganta uma secura
No estômago uma grande fome
A roupa não é tudo
Mas embeleza o corpo
Sem ter nada de pançudo
Vivia como um porco
Caminhava para cascudo
Na lei do menor esforço
Pouco valendo o orgulho
Do belo laço no pescoço
Há muitas gravatas em sortido
Gargantas há muitas mais
O pior é ter nascido
Onde não somos todos iguais…

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

O Bocage e as Lésbicas!




Meninas que sois tão boas,
porque estais a fazer isso?
Porque comeis pão com pão,
se é tão bom pão com chouriço?

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Quadras populares e brejeiras!




Esta noite eu sonhei

Com a minha prima Teresa

De manhã quando acordei

Ainda tinha a ... vela acesa!

O que me faz subir a te(n)são!


Coisinha linda
deixa cair o véu
mostra-me o céu
que não vi ainda.

Peito tão belo
faz-me sonhar
deixa-me amar
quero senti-lo.

Curvas tão belas
nádegas redondas
Ai ternas ondas
me perco nelas.

O coração acelera
o corpo transpira
a cabeça gira
solta-se a fera

Etérea imagem
mulher virtual
boneca irreal
minha miragem.

Ai c'um caneco
minha pouca sorte
já fiquei sem norte
e a engolir em seco!

domingo, 16 de outubro de 2011

(Tintinaine) Falando de bosta...

Aí está, sem grandes rodeios…
Porque da mesma forma vivi,
Como escasseavam os meios
Também, na terra onde nasci…
Se os tempos são de rasca
Comparados com os de outrora
Há uma diferença sem farsa
Com o sistema de agora…
E, sem evasivas ou utopias
O nosso amigo, aqui mostra
O que era viver nossos dias
Rodeados da conspurcada bosta…
Mas havia outros, afoitos sem medo
Que iludidos, procurando a fama
Se perdiam na vida, no enredo
Acabando atulhados em lama…
Na ilusão de qualquer mancebo
Que depois, se frustrava na cama
Chorando a triste amargura
Que lhe restringia a chama
Duma quimera aventura…
E, soçobrando em pérfidos deslizes
Quase os levando à loucura
Tentavam recuperar os dias felizes
No retorno à terra que se gosta
Da sua aldeia, qual doçura
Trocar os tempos da bosta
Pelas lacunas da amargura…