quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Pensando em verso!

O jogo do Benfica
para a taça
ontem, no estádio da Luz
foi uma desgraça!
Foi melhor
a equipa do Braga
para os benfiquistas
uma verdadeira praga!
Como o fizeste até agora
aguenta coração
se queres que o meu Benfica
seja outra vez campeão!

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Toma e embrulha!

Do que me havia de lembrar
Poderia estar bem contente
Se para meu grande azar
Não me doesse um dente!

Que mais me irá acontecer
Um dente já foi à vida
O outro faz-me ferver
A boca toda dorida

Um dia há-se passar
Como passa tudo o resto
Quem quer ir vindimar
Leva a tesoura e o cesto.

E mais não digo
Porque mais não sinto
Aquilo a que mais ligo
É a um copo de tinto!

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Eu, pobre poeta!

Tenho um amigo alentejano
À força me quer ver poeta
É insistente aquele magano
Pois cá vai um poema da treta

Para versos tenho pouco jeito
Canso-me para os amanhar
Não nascem quando me deito
Nem tão pouco ao levantar

Já que muito insistes
Estas três quadras te deixo
Esperando que tu gostes
Como se eu fora o Aleixo!

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Matemática poética!


Sete e sete são quatorze
Com mais sete vinte e um
Tirando-lhe nove ficam doze
Se juntar dez faz trinta e um

Isto é para animar o Eduardo
Que se refugiou na poesia
Para não caçar o pio-pardo
Nem de noite nem de dia

Pio-pardo ou gambozino
Para mim tanto se me dá
Eduardo põe-te fino
Boa noite, até amanhã!

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Já dei com o gato!

Os teus comentários recebi
Na minha caixa do correio
O meu erro já corrigi
O que escreves eu já leio

Está assim como eu gosto
As palavras nada escondem
Como o vinho vem do mosto
E alegra a alma do homem

Hoje deu-me p'ra isto
Se bebo fico uma naça
Já levantei as mãos a Cristo
Quando andei pelo Niassa!

sábado, 2 de setembro de 2017

A persistência do Eduardo!

Desde 4 de Abril
A 26 de Julho
32 toques levei
Na boca meti um tapulho
Na cabeça um funil
E só hoje acordei!

Quem me dera ser poeta
Escrever tudo a rimar
E abrir a porta à Berta
Quando ela à porta chegar!

Não sendo poeta afinal
Fico-me pela minha prosa
A dar bronca há muito animal
É bela a minha prima Rosa!

E não acrescento mais nada
Triste por aqui me fico
A criticar a cambada
Que mija fora do penico!

Ao abandono!

Corre célere, a caminho do fim
Este ano de dois mil e dezassete
E eu poucas vezes aqui vim
Três e com esta são quatro apenas
Se fossem somadas dariam sete
Faço quadras não quinas nem senas!

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Matemática!

Quem 60 ao teu lado
e 70 por ti,
vai certamente rezar 1/3
para arranjar 1/2
de te levar para 1/4
e ter a coragem de te dizer:
20 comer!!!

sábado, 1 de abril de 2017

Visita de médico!

Grande poeta é o povo
Diz a gente com razão
Frágil é a casca do ovo
E forte a garra do leão!

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Olá!

Um ano e um dia já se passou
Desde a última vez que aqui vim
Sem nuvens no céu o sol brilhou
Enviou um raio de luz para mim !

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

De um poeta que não sou eu!

Poetas... há muitos
Mas bons, são poucos
Cada um puxa pelos trunfos
Neste mundo de loucos

E, se com a sua poesia
Conseguir chegar à meta
Deste idiota em demasia
Já valeu ser poeta

Oh povo, não sejamos anedotas
Porque eles enchem o bornal
Fingem que são patriotas
E... desgraçam Portugal...

domingo, 17 de janeiro de 2016

Votos de Ano Novo!

Há coisas que já não dão!
para serem recicladas
como as pétalas perfumadas
já murchas, caídas no chão.


Ano Novo, vida nova,
que não seja mais uma ilusão
fazem parte da vida enganosa
mágoas deixadas no coração!


lágrimas caídas no escuro,
dos olhos, na terra quem as deixou
esperamos que nos traga o futuro
melhor do que para trás ficou!

(Edumanes)

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Caralhotas de Almeirim!

Bom dia, bom domingo
e boa disposição,
muita saúde e alegria
sorriam, porque eu não minto
obrigado pela vossa simpatia.
Até poderia ter sido, 
mas, anedota, não foi não
porque foi verídico,
como eu vos vou contar.
Assim foi exactamente.
não foi por engano
fui ali ao Continente,
no último dia do velho ano.
Na charcutaria 
comprei chouriço de Garvão,
comprei na garrafeira
vinho tinto da Vidigueira
e na padaria comprei pão,
dois redondos e um comprido são,
disse a padeira sorridente para mim,
Caralhotas de Almeirim!
(Edumanes)

quarta-feira, 5 de março de 2014

Um Portugal novo!

Diz-se que há mar e mar
E também há em Portugal
Muitos políticos sem igual
Verdadeiros artistas a roubar

Digo ao mar e ao mundo
Que matar não me apraz
Mas pela Pátria seria capaz
De os meter todos no fundo

Vou cantar à Liberdade,
Vou pela Justiça rezar
Mas não posso perdoar
Quem faz tanta maldade

Continuar assim, não
Conhecemos os traidores,
Engravatados doutores
Que nos roubam o pão

A voz do nosso povo,
No dia do julgamento
Porá um fim ao tormento
Teremos um Portugal novo!

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Mozambique!

I like to spend some time in Mozambique
The sunny sky is aqua blue
And all the couples dancing cheek to cheek.
It's very nice to stay a week or two.

There's lots of pretty girls in Mozambique
And plenty time for good romance
And everybody likes to stop and speak
To give the special one you seek a chance
Or maybe say hello with just a glance.

Lying next to her by the ocean
Reaching out and touching her hand,
Whispering your secret emotion
Magic in a magical land.

And when it's time for leaving Mozambique,
To say goodbye to sand and sea,
You turn around to take a final peek

And you see why it's so unique to be
Among the lovely people living free
Upon the beach of sunny Mozambique.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Natal de quem?


Mulheres atarefadas 
Tratam do bacalhau, 
Do peru, das rabanadas. 
- Não esqueças o colorau, 
O azeite e o bolo-rei ! 
- Está bem, eu sei ! 
- E as garrafas de vinho ? 
- Já vão a caminho ! 
- Oh mãe, estou pr'a ver 
Que prendas vou ter. 
Que prendas terei ? 
- Não sei, não sei... 
Num qualquer lado, 
Esquecido, abandonado, 
O Deus-Menino 
Murmura baixinho: 
- Então e Eu, 
Toda a gente Me esqueceu ? 

Senta-se a família 
À volta da mesa. 
Não há sinal da cruz, 
Nem oração ou reza. 
Tilintam copos e talheres. 
Crianças, homens e mulheres 
Em eufórico ambiente. 
Lá fora tão frio, 
Cá dentro tão quente ! 
Algures esquecido, 
Ouve-se Jesus dorido : 
- Então e Eu, 
Toda a gente Me esqueceu ? 

Rasgam-se embrulhos, 
Admiram-se as prendas, 
Aumentam os barulhos 
Com mais oferendas. 
Amontoam-se sacos e papeis 
Sem regras nem leis. 
E Cristo Menino 
A fazer beicinho : 
- Então e Eu, 
Toda a gente Me esqueceu ? 

O sono está a chegar. 
Tantos restos na mesa e no chão ! 
Cada um vai transportar 
Bem-estar no coração. 
A noite vai terminar 
E o Menino, quase a chorar: 
- Então e Eu, 
Toda a gente Me esqueceu ? 

Foi a festa do Meu Natal 
E, do princípio ao fim, 
Quem se lembrou de Mim ? 
Não tive tecto nem afecto ! 
Em tudo, tudo, eu medito 
E pergunto no fechar da luz : 
- Foi este o Natal de Jesus ?

(João Coelho dos Santos - in Lágrima do Mar - 1996)

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Quero lá saber!

Eu quero lá saber
Da roubalheira e da alta corrupção
Que o Djaló esteja no Benfica ou no Cazaquistão
Que não se consiga controlar a inflação

Eu quero lá saber
Que haja cada vez mais desempregados
Que dêem diplomas e haja cursos aldrabados
Que me considerem reformado ou um excedentário
Que se financie cada vez mais a fundação do Mário
Que se ilibe o Sócrates do processo
Que não haja na democracia um só sucesso

Eu quero lá saber
Que o Sócrates já não finja que namora a Câncio
Que o BCE se livre do pavão armado do Constâncio
Que roubem multibancos com retro-escavadora
Que o Nascimento esburaque os processos à tesoura
Que deixe até de haver o feriado do 1º de Maio
Que a tuberculose seja mesmo um tacho pró Sampaio
Que em Bruxelas mamem muitos deputados
Que o Guterres trate apenas dos refugiados
Que a nós nos deixou bem entalados

Eu quero lá saber
Que ele vá a cento e sessenta e não lhe preguem uma multa
Que amanhã ilibem os aldrabões da Face Oculta
Que o Godinho pese a sucata e abata a tara
Que pra compensar mande uns robalos ao Vara
Que o buraco da Madeira sobre também para mim
Que a Merkl se esteja borrifando pró Jardim

Eu quero lá saber
Que a corja dos deputados só se levante ao meio-dia
Que a "Justiça" indemnize os pedófilos da Casa Pia
Que não haja aumentos de salários nem digna Concertação Social
Que os ministros e gestores ganhem muito e façam mal
Que Guimarães este ano se mantenha a capital
Que alguém compre gasolina na cidade de Elvas
Que só abasteça o condutor do Dr. Relvas
Que na Assembleia continuem 230 cretinos
Que nas autarquias haja muitos Isaltinos
Que o Álvaro por tu ai esse sim hei-de eu vir a tratar
Que se lixe o falar doce do grande actor Gaspar
Que morram os pobres e os velhos portugueses
Que eles querem é que fiquem só os alemães e os franceses

Eu quero lá saber
Que o Zé seja montado quer por baixo quer por cima
Que a Justiça safe bem depressa o influente Duarte Lima
Que o bancário Costa não volte a dormir na prisão
Que o Cavaco chegue ao fim do mês sem um tostão
Que na Procuradoria continue o Pinto Monteiro
Que prós aldrabões tem sido um gajo porreiro
Que os offshores andem a lavar dinheiro
Que o BPN tenha sido gamado pelo Loureiro
Que no BPP prescrevam os processos do Rendeiro
Que à CEE presida um ex-maoista sacana e manhoso
Que agora é o snob democrata Zé Manel Barroso
Tudo isto já nada p'ra mim tem de anormal

Mas o que eu quero mesmo saber
é onde está o meu país chamado PORTUGAL
que isto aqui é vilanagem pura, roubalheira, corrupção
Meu Deus manda de novo o Marquês de Pombal
antes que este povo inerte permita a destruição!

Publicado por: Maria (respeitável funcionária pública)

sábado, 8 de dezembro de 2012

O verbo gaspar!

Há vocábulos usados
Com vários significados
Denominados homónimos;
Também se exprime a preceito
Uma ideia ou um conceito
Usando vários sinónimos.

Está neste caso “roubar“
“furtar“, “desapropriar“
“surripiar” e “extorquir”;
“rapinar” ou “saquear“
“esbulhar“ e “gatunar“
“pilhar“ e “subtrair“.

Surge agora um novo termo
Criado por um estafermo
Que nos está a (des)governar.
Com imprevidentes “Passos“
Fazendo de nós palhaços
Inventa o verbo … ” gaspar “.

“Gaspar“ é neologismo
Que nos lança para o abismo
Num desastre humanitário.
Mesmo com o país enfermo
Vamos extirpar tal termo
Do nosso vocabulário!

sábado, 8 de setembro de 2012

Mulher Alentejana!

Ó mulher alentejana 
Sem ti, o Alentejo 
Assemelha-se a um brejo 
Sem encanto nem beleza 
Onde só se vê tristeza 
E uma plebe profana

Vais p´ró campo ceifar o trigo
Vens p'ra casa tratar os filhos
Num mar de tantos sarilhos
Ainda caias a casa
Quando penso fico em brasa
Porque não casei contigo

És a mulher ideal
Fazes feliz qualquer homem
És a pimenta, és o sal
Que todos os homens consomem

Autor: Homem alentejano (com certeza)