sábado, 17 de fevereiro de 2018

Sábado - 17 de Fevereiro !

Deus meu, já é sábado outra vez
Já passou o dia dos namorados
Do 14 até hoje, dias foram três
E nós todos muito zangados
*
Isso, porque os políticos são uns mentirosos
Falam, falam e no fim nada se aproveita
Com atenção ouço o que dizem esses ranhosos
Da esquerda ou direita é tudo a mesma seita
*
Fazem leis que ninguém quer cumprir
A quem aproveita então o seu trabalho
Estou cansado de tanto os ouvir
Água a ferver, pão, azeite e alho
*
Aquilo que acabei de escrever
Para evitar dizer uma asneira
Se já sabem o que queria dizer
Pensamos da mesma maneira
*
Mas aproveitando a receita
Daquela açorda alentejana
Bem temperada e bem feita
Tão bom, até a barraca abana

sábado, 10 de fevereiro de 2018

Sábado - 10 de Fevereiro !


Não foi por acaso que aqui vim parar
É sábado e tenho tempo de sobra
Tempo que não posso desperdiçar
Esse mesmo que pode dar boa obra
*
 Uma obra boa é escrever
Usando a minha inspiração
Versos para alguém ler
Esteja aqui ou no Japão
*
O mundo é enorme
A internet é imensa
De noite tudo dorme
Acordado é que pensa
*
E como já vos disse tudo
Nada mais tenho p'ra dizer
Fico aqui quedo e mudo
Até algum de vós aparecer !

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Sábado, 3 de Fevereiro !


Não há sábado sem sol
Nem domingo sem missa
Ou Banco sem carcanhol
E boa sandes sem chouriça
*
Só vejo grandes nuvens no céu
Não tem o sol por onde espreitar
Posso armar um grande escarcéu
Que as coisas não vão mudar
*
Mas o dia é ainda uma criança
E certezas ninguém pode ter
No relógio o ponteiro avança
E o sol pode ainda aparecer
*
A título de informação
Aqui já caiu um pingo
Posso dizer-vos também
Após o sábado é domingo ! 

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Errar é humano !


Tenho que reconhecer
que errar é humano
o que ontem me vieram dizer
soube, hoje, que foi por engano
*
Não morreu um fuzileiro
e eu digo, antes assim
morreu o primo primeiro
que também se chamava assim
*
O post anterior poderia eliminar
mas ficaria um problema por resolver
na memória de quem leu iria ficar
aquilo que ontem me deu para escrever
Morreu o Octávio Aguiar
Octávio Aguiar vivo está
dois primos para recordar
o que foi e o que ficou cá

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Toque a finados !


O sino da minha aldeia
No alto da torre o vejo
Ouço-o tocar volta e meia
Ao lanche há pão e queijo
*
Enquanto andar por cá
Sempre o ouvirei tocar
Quando para o lado de lá
For alguém sem avisar
*
A última vez que o ouvi
Foi ainda esta manhã
E de repente eu senti
Vinha aí notícia má
*
A verdade estou falando
Porque eu sou verdadeiro
O sino estava avisando
Que morreu um fuzileiro
*
Era mais moderno que eu
Da escola do Querido
Já não conta, pois morreu
Pronto será esquecido
*
Estudou, na Armada foi alistado
E para Angola foi fazer a guerra
Depois, na Suécia esteve emigrado
E amanhã vai para debaixo da terra !

domingo, 21 de janeiro de 2018

Cá estou eu de volta !


Porque hoje é domingo, tlim, tlão
Tocam os sinos da minha igreja
A todos vos eu trago no coração
E que esquecido ninguém seja !

sábado, 30 de dezembro de 2017

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

À imagem de Deus!

Diz a Igreja que descendemos do Adão
Ao contrário, a Ciência diz que é do macaco
Ou talvez seja eu quem tem razão
Se vos disser que nasci por um buraco.
*
Dei comigo a pensar nesta parvoíce
Neste dia em que Jesus nasceu em Belém
Depois de muitas horas de pura chatice
Esperando que acabe o dia e acabe bem
*
As coisas que nos ensina a Ciência
E os dogmas que tem a Religião
Para as duas peço a Deus paciência
E que me conserve o juízo e a razão

sábado, 23 de dezembro de 2017

Natal quase a chegar !


Queria oferecer-vos um grande poema
Fazer versos ao Menino Jesus e ao Natal
Não tenho dúvidas que é um grande tema
Mas um poeta como eu iria sair-se mal
*
Assim, quietinho vou ficar aqui no meu canto
Sem rezar nem sequer fazer o sinal da cruz
Pensando na Virgem Maria com o seu manto
Nas palhinhas velando o seu Menino Jesus
*
E perdoem-me por ser tão curto e conciso
Gozem bem este período de natalícias festas
Comam bem, bebam melhor, mas com juízo
Não esperem as próximas, aproveitem estas

domingo, 17 de dezembro de 2017

Dia de inverno cheio de sol !

Já fiz tudo o que tinha a fazer
e ainda me sobrou meia hora
diz-me como hei-de resolver
para não deitar tempo fora
*
O tempo é o bem mais precioso
e temos que prestar muita atenção
na vida pode encher-nos de gozo
ou encher-nos de dor o coração
*
Hoje está um dia bem bonito
nada de pensamentos tristes
para comer há bacalhau frito
e outras coisas que nunca vistes!

sábado, 16 de dezembro de 2017

Real vs Grémio !


Oh, vai, alma do outro mundo
que não deixas de me agourar
o Grémio tem de ir ao fundo
só para o Ronaldo ganhar
*
Para começar já falta pouco
e esse jogo eu quero ver
podes gritar até ficar rouco
mas o Real vai vencer
*
Cristiano Ronaldo o maior
vamos vê-lo a marcar
ele é um grande goleador
me perdoe amigo Gilmar

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Tudo vai de mal a pior !

Triste me sinto neste dia
O Benfica é uma miséria
Vou dedicar-me à poesia
Que é uma coisa mais séria
*
Se a coisa não correr bem
E as rimas não derem certo
Espero que me perdoem
Faço-o de coração aberto
*
Vou fazer por esquecer
Que feliz já fui um dia
Outro amor vou escolher
Seja Ana, Rosa ou Maria
*
Não digam que estou errado
Que outro choque não aguento
Nem vou viver para outro lado
Para me esquecer deste tormento
*
Oh, triste sorte a minha
Como escrevia Camões
Preto tem carapinha
Almeirim tem melões !

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

A Ana e o Bruno !

A Ana foi-se com o vento
E não deixou saudades
Esquecê-la eu bem tento
Dela e das suas maldades
*
Agora é o Bruno que vem aí
Que é o nome do meu neto
Que ele não  faça mal a si
Nem debaixo do meu tecto
*
Isto de fazer quadras à toa
Não é coisa fácil de fazer
Nem sempre a rima é boa
Onde eu me vim meter!
*
E mais não vou acrescentar
Para evitar dizer asneira
Sei que vocês vão perdoar
Esta minha brincadeira !

domingo, 10 de dezembro de 2017

Eu e a Ana !

Disseram-me que hoje chega a Ana
De entre todas a garota mais bela
Vou fazer-lhe um pudim de banana
Vai ser todo, todinho só para ela

Não gostando escusa de comer
A isso não é obrigada
Mas uma coisa lhe vou dizer
Além disso, só há marmelada

Marmelada feita por mim
De que qualquer menina gosta
Sabe a pós de perlimpimpim
Muito melhor que boa lagosta

Que mais posso acrescentar
Que mais posso oferecer
O meu coração para amar
Que não é coisa de comer

sábado, 25 de novembro de 2017

Lenga-lenga !

Trinta dias tem Novembro
Abril, Junho e Setembro
De vinte e oito só há um
E os mais de trinta e um
E eu por vos lembrar isso
Bem mereço um chouriço !

A seguir a Novembro
Temos o Dezembro
Que é o mês de Natal
E do tempo invernal
Do frio, da chuva e da neve
E pagar a quem se deve

Com o décimo terceiro mês
Gastá-lo todo de uma vez
Sem esquecer o bacalhau
O leite, a canela e o cacau
Para fazer as rabanadas
Que por mim são adoradas !

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Ora cá estou eu de novo !

Deste espaço tenho andado fugido
Eu que vos prometi sextilhas
Os navegadores portugueses
No mar descobriram tantas ilhas
Os filhos mamaram na mãe
Tal e qual como as filhas

Rimar nem é muito difícil
O que falta é inspiração
Para o poeta escrever algo
Que lhe venha do coração
E deixar quem o vier a ler
Pleno de satisfação

É assim que eu me sinto
Por escrever o que escrevo
Sei que são simples palavras
E envergonhar-me não devo
Para vós caros amigos
Aqui ficam, cheias de enlevo !

terça-feira, 21 de novembro de 2017

XAXAXA - Como rimam as sextilhas !

Olhem o que eu encontrei no «Recanto das Letras», um site brasileiro dedicado à poesia e não só. Achei alguma piada ao modo como é descrita a "sextilha" e resolvi copiar. Era um lenga-lenga bastante comprida e apaguei a parte que não achei tão importante para se perceber o que eu queria.

Ressalto, de antemão
Quadra foi utilizada
Estrofe de quatro versos
Hoje é pouco propagada
A de cinco, a quintilha
Está quase abandonada
*
A sextilha aqui citada
É usada largamente
Por diversos escritores
De nossa amada vertente
É estrofe de seis versos
É fácil, amigo tente
*
O que se vê comumente
No tocante ao seu esquema
É usar uma só rima
Que não tem qualquer problema
Basta ter inspiração
E escolher bem o tema
*
No seu mais simples sistema
Dessa forma é feito o texto:
Só rimam os versos pares
O segundo, quarto e sexto
Os demais ficam sem rima
Pra errar não tem pretexto
*
As rimas são colocadas
Todas no lugar devido
Sonoras, sintonizadas
Fazem bem pro nosso ouvido
As palmas são variadas
O poeta é sempre lido
*
Outro esquema permitido
É chamado de "corrido"
Eita, que mudei de novo!
Foi somente pra mostrar
Como se pode criar
Uma estrofe dessas, povo!

Vou ver se me habituo a usar este sistema e usá-lo no futuro. Fui sempre um maluco das quadras, de quintilhas nunca ouvi e conheço as sextilhas de um amigo meu que não escreve poesia de outra maneira e tem uma imensa vaidade naquilo. Costumo ouvi-lo a "debitar" aquilo que escreve e soa-me a música de rancho folclórico.
Nos primeiros 6 meses de Marinha, passados na Escola de Fuzileiros, eu tinha um caderninho, em que ia acrescentando quadras, quando me vinha a inspiração. Assim coisas deste género:

Miúda dos olhos castanhos
Por quem me apaixonei
Deste-me desgostos tamanhos
Que contigo nunca casarei.

Já era conhecido como o "poeta da recruta" e o caderninho circulava de mão em mão para todos admirarem a minha "arte". Tinha centenas de quadras e algumas boas, segundo eles diziam. No último empréstimo desencaminhou-se e nunca mais o vi. E nunca mais senti vontade de fazer quadras.

domingo, 19 de novembro de 2017

Mais morto que vivo !

Para ter garantida a entrada no céu
Ao moribundo dá-se a extrema-unção
A mim um bom remédio ninguém deu
Para eu me ver livre desta constipação.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Triste e abandonado !

Tristes notícias vos venho trazer
A vizinha do 40 foi-se embora
Esqueceu-se de pagar o aluguer
A senhoria correu-a porta fora

Quem ficou a perder fui eu
Fiquei a viver num inferno
Quando o que queria era o céu
Mais frio vou sentir neste inverno

O que há-de aquecer meu coração
Sem aquela rica brasa da vizinha
Partiu sem me dar a sua direcção
Ai, ai, que triste sorte a minha

Dizei-me vós o que hei-de fazer
Para esta grande falta suprir
Onde posso encontrar o prazer
Que me faça de novo sorrir !



quinta-feira, 16 de novembro de 2017

A vizinha do 40 !

Amo o sol e adoro a lua
Não há sorte como a minha
Salto da cama , vou para a rua
Sonhar com a minha vizinha.

Vizinha boa com'ó milho
Não há outra como ela
Quisera eu fazer-lhe um filho
Mas só a vejo à janela.

Raramente ela sai à rua
Para a poder admirar
Rogo ao sol, peço á lua
Se me podem ajudar.

Ou levem-na para bem longe
E a mim deixem dormir
Senão vou para monge
Para deste feitiço fugir.