quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Tudo vai de mal a pior !

Triste me sinto neste dia
O Benfica é uma miséria
Vou dedicar-me à poesia
Que é uma coisa mais séria
*
Se a coisa não correr bem
E as rimas não derem certo
Espero que me perdoem
Faço-o de coração aberto
*
Vou fazer por esquecer
Que feliz já fui um dia
Outro amor vou escolher
Seja Ana, Rosa ou Maria
*
Não digam que estou errado
Que outro choque não aguento
Nem vou viver para outro lado
Para me esquecer deste tormento
*
Oh, triste sorte a minha
Como escrevia Camões
Preto tem carapinha
Almeirim tem melões !

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

A Ana e o Bruno !

A Ana foi-se com o vento
E não deixou saudades
Esquecê-la eu bem tento
Dela e das suas maldades
*
Agora é o Bruno que vem aí
Que é o nome do meu neto
Que ele não  faça mal a si
Nem debaixo do meu tecto
*
Isto de fazer quadras à toa
Não é coisa fácil de fazer
Nem sempre a rima é boa
Onde eu me vim meter!
*
E mais não vou acrescentar
Para evitar dizer asneira
Sei que vocês vão perdoar
Esta minha brincadeira !

domingo, 10 de dezembro de 2017

Eu e a Ana !

Disseram-me que hoje chega a Ana
De entre todas a garota mais bela
Vou fazer-lhe um pudim de banana
Vai ser todo, todinho só para ela

Não gostando escusa de comer
A isso não é obrigada
Mas uma coisa lhe vou dizer
Além disso, só há marmelada

Marmelada feita por mim
De que qualquer menina gosta
Sabe a pós de perlimpimpim
Muito melhor que boa lagosta

Que mais posso acrescentar
Que mais posso oferecer
O meu coração para amar
Que não é coisa de comer

sábado, 25 de novembro de 2017

Lenga-lenga !

Trinta dias tem Novembro
Abril, Junho e Setembro
De vinte e oito só há um
E os mais de trinta e um
E eu por vos lembrar isso
Bem mereço um chouriço !

A seguir a Novembro
Temos o Dezembro
Que é o mês de Natal
E do tempo invernal
Do frio, da chuva e da neve
E pagar a quem se deve

Com o décimo terceiro mês
Gastá-lo todo de uma vez
Sem esquecer o bacalhau
O leite, a canela e o cacau
Para fazer as rabanadas
Que por mim são adoradas !

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Ora cá estou eu de novo !

Deste espaço tenho andado fugido
Eu que vos prometi sextilhas
Os navegadores portugueses
No mar descobriram tantas ilhas
Os filhos mamaram na mãe
Tal e qual como as filhas

Rimar nem é muito difícil
O que falta é inspiração
Para o poeta escrever algo
Que lhe venha do coração
E deixar quem o vier a ler
Pleno de satisfação

É assim que eu me sinto
Por escrever o que escrevo
Sei que são simples palavras
E envergonhar-me não devo
Para vós caros amigos
Aqui ficam, cheias de enlevo !

terça-feira, 21 de novembro de 2017

XAXAXA - Como rimam as sextilhas !

Olhem o que eu encontrei no «Recanto das Letras», um site brasileiro dedicado à poesia e não só. Achei alguma piada ao modo como é descrita a "sextilha" e resolvi copiar. Era um lenga-lenga bastante comprida e apaguei a parte que não achei tão importante para se perceber o que eu queria.

Ressalto, de antemão
Quadra foi utilizada
Estrofe de quatro versos
Hoje é pouco propagada
A de cinco, a quintilha
Está quase abandonada
*
A sextilha aqui citada
É usada largamente
Por diversos escritores
De nossa amada vertente
É estrofe de seis versos
É fácil, amigo tente
*
O que se vê comumente
No tocante ao seu esquema
É usar uma só rima
Que não tem qualquer problema
Basta ter inspiração
E escolher bem o tema
*
No seu mais simples sistema
Dessa forma é feito o texto:
Só rimam os versos pares
O segundo, quarto e sexto
Os demais ficam sem rima
Pra errar não tem pretexto
*
As rimas são colocadas
Todas no lugar devido
Sonoras, sintonizadas
Fazem bem pro nosso ouvido
As palmas são variadas
O poeta é sempre lido
*
Outro esquema permitido
É chamado de "corrido"
Eita, que mudei de novo!
Foi somente pra mostrar
Como se pode criar
Uma estrofe dessas, povo!

Vou ver se me habituo a usar este sistema e usá-lo no futuro. Fui sempre um maluco das quadras, de quintilhas nunca ouvi e conheço as sextilhas de um amigo meu que não escreve poesia de outra maneira e tem uma imensa vaidade naquilo. Costumo ouvi-lo a "debitar" aquilo que escreve e soa-me a música de rancho folclórico.
Nos primeiros 6 meses de Marinha, passados na Escola de Fuzileiros, eu tinha um caderninho, em que ia acrescentando quadras, quando me vinha a inspiração. Assim coisas deste género:

Miúda dos olhos castanhos
Por quem me apaixonei
Deste-me desgostos tamanhos
Que contigo nunca casarei.

Já era conhecido como o "poeta da recruta" e o caderninho circulava de mão em mão para todos admirarem a minha "arte". Tinha centenas de quadras e algumas boas, segundo eles diziam. No último empréstimo desencaminhou-se e nunca mais o vi. E nunca mais senti vontade de fazer quadras.

domingo, 19 de novembro de 2017

Mais morto que vivo !

Para ter garantida a entrada no céu
Ao moribundo dá-se a extrema-unção
A mim um bom remédio ninguém deu
Para eu me ver livre desta constipação.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Triste e abandonado !

Tristes notícias vos venho trazer
A vizinha do 40 foi-se embora
Esqueceu-se de pagar o aluguer
A senhoria correu-a porta fora

Quem ficou a perder fui eu
Fiquei a viver num inferno
Quando o que queria era o céu
Mais frio vou sentir neste inverno

O que há-de aquecer meu coração
Sem aquela rica brasa da vizinha
Partiu sem me dar a sua direcção
Ai, ai, que triste sorte a minha

Dizei-me vós o que hei-de fazer
Para esta grande falta suprir
Onde posso encontrar o prazer
Que me faça de novo sorrir !



quinta-feira, 16 de novembro de 2017

A vizinha do 40 !

Amo o sol e adoro a lua
Não há sorte como a minha
Salto da cama , vou para a rua
Sonhar com a minha vizinha.

Vizinha boa com'ó milho
Não há outra como ela
Quisera eu fazer-lhe um filho
Mas só a vejo à janela.

Raramente ela sai à rua
Para a poder admirar
Rogo ao sol, peço á lua
Se me podem ajudar.

Ou levem-na para bem longe
E a mim deixem dormir
Senão vou para monge
Para deste feitiço fugir.


quinta-feira, 9 de novembro de 2017

É já no sábado !

Está a chegar o S. Martinho
O santo das castanhas e vinho
Ou então do vinho e castanhas
Há mulheres muito famosas
Que se diz terem muitas manhas
Tantas como as de sete raposas.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Nem sinal de chuva !

Tenho uma nuvem negra sobre a minha cabeça
Carrega dentro dela água que bem falta nos faz
Mas não a deixa cair mesmo que eu lhe peça
E assim continua a seca que a ninguém satisfaz

Já nem sei por onde anda o meu guarda-chuva
Há tanto tempo esquecido, longe da minha vista
Desgraça a minha, recorro de novo ao sumo da uva
Não encontro outra rima que me abaixe a crista

Que raio estou a escrever, que poesia marada
Se calhar, é melhor para todos eu ficar por aqui
Afinal, uma quadra a mais ou uma quadra falhada
A ninguém fará falta e eu também nada perdi !

domingo, 5 de novembro de 2017

Poesia domingueira !

Hoje é domingo e brilha o sol
Faltou a chuva prometida
Vou sair,  afogar-me no tintol
Elixir mágico da minha vida

Lá longe, em Terras do Dão
Há um vinho bem famoso
Lá vive também um amigão
Que dá pelo nome de Veloso

Ai, que pouca sorte a minha
Bem quisera eu para lá partir
Não mo permite a mulherzinha
Ela decide para onde posso ir

Com ela reparto a minha vida
Há muita coisa pior que esta
Há dias de felicidade tremida
Outros foram de grande festa

Paro aqui e arrumo a pena
Não me apetece mais dizer
Sei bem quando sair de cena
Antes que m'o mandem fazer!


quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Minho rima com vinho !

No Minho, minha terra natal, chama-se "lata" a uma ramada de videiras. Num bom ano de vinho é um regalo olhar para os cachos de uvas pendurados nas latas. Eis um pequeno poema que se diz a respeito:

Bendito vinho
Das nossas latas
Que a uns fazes cair de cu
E a outros andar de gatas!

A chuva e o vinho !

Bendita sejas tu, ó chuva
Que tudo molhas e tudo regas
Bendito também o sumo da uva
Que me faz andar às cegas

A chuva cai do céu em finas gotas
O vinho sai das uvas pisadas no lagar
O homem só pensa em garotas
E naquilo que elas lhe podem dar

Cai a chuva engrossa o rio
Lá vai a água rumo ao mar
O bêbado está com um pifão
Já não se consegue equilibrar

E eu já não sei o que digo
O mote não sei onde ficou
Foi-se a rima que persigo
E assim a poesia terminou!

domingo, 29 de outubro de 2017

Fraco poeta sou eu !

Depois de uma noite mal dormida
Acordei todo estremunhado
Sonhei com comida e com bebida
Oh, que pena ter acordado

Sonhei uma poesia bem rimada
Mas ainda trôpego de sono
Deixei-a mal arrumada
No blog de outro dono

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domingo, 8 de outubro de 2017

Acordar inspirado!

Um palmo abaixo do umbigo
Talvez esteja aí o tema
Caro alentejano amigo
Quero dedicar-te um poema

Não te consigo explicar
Acordei a pensar nisso
Devia estar a sonhar
Com morcela ou chouriço

Não sendo domingo gordo
Posso comer cozido ou assado
Canta bem o Fernando Tordo
Mas não sabe cantar o fado

Acho que vou parar por aqui
Para não dizer mais asneira
Desejo um bom domingo a ti
Está bonita a brincadeira !

sábado, 7 de outubro de 2017

Ambições!

Grande poeta eu gostaria de ser
Talvez escrever os Lusíadas de novo
Ensinar em vez de aprender
E ser admirado pelo nosso povo

Ser maior que o Luís de Camões
Que imortalizou os Descobrimentos
Encher de júbilo muitos corações
Viver uma vida livre de tormentos

Não quis a vida que assim fosse
Para outros feitos fui fadado
Muitas coisas boas me trouxe
Como casar, amar e ser amado!

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Meu rico dinheirinho!

Hoje é terça-feira, há Euromilhões
O que não sonha ser milionário
Contenta-se com alguns tostões
Riqueza não está no seu dicionário

Eu vou ali e já venho
Uma aposta vou fazer
Buscar o que não tenho
P'ra isso vou a correr

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Jogador sem sorte!

Esperando ganhar muito dinheiro
No euromilhões apressei-me a jogar
Só ganhei um pontapé no traseiro
E os meus 20 euros fiquei a chorar!

Que pouca sorte a minha
Pensei cá eu para mim
Mas sou feliz na minha casinha
Com um quintal e jardim

Que cada um se contente
Com aquilo que tem
Basta que experimente
Ser bom e fazer o bem!

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Ui, que medo!

Hoje jogou o Porto
E com grande genica
Vejo o futuro muito torto
Para o lado do Benfica

E jogaram muito bem
Deram-lhe três a zero
Que ganhe o Benfica também
É só isso que eu quero.

Que não lhe tremam as pernas
Dentro do campo, no relvado
Enquanto nós nas tabernas
Entornamos o copo e cantamos o fado!

Em noite ce Champions!!!

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Pensando em verso!

O jogo do Benfica
para a taça
ontem, no estádio da Luz
foi uma desgraça!
Foi melhor
a equipa do Braga
para os benfiquistas
uma verdadeira praga!
Como o fizeste até agora
aguenta coração
se queres que o meu Benfica
seja outra vez campeão!

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Toma e embrulha!

Do que me havia de lembrar
Poderia estar bem contente
Se para meu grande azar
Não me doesse um dente!

Que mais me irá acontecer
Um dente já foi à vida
O outro faz-me ferver
A boca toda dorida

Um dia há-se passar
Como passa tudo o resto
Quem quer ir vindimar
Leva a tesoura e o cesto.

E mais não digo
Porque mais não sinto
Aquilo a que mais ligo
É a um copo de tinto!

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Eu, pobre poeta!

Tenho um amigo alentejano
À força me quer ver poeta
É insistente aquele magano
Pois cá vai um poema da treta

Para versos tenho pouco jeito
Canso-me para os amanhar
Não nascem quando me deito
Nem tão pouco ao levantar

Já que muito insistes
Estas três quadras te deixo
Esperando que tu gostes
Como se eu fora o Aleixo!

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Matemática poética!


Sete e sete são quatorze
Com mais sete vinte e um
Tirando-lhe nove ficam doze
Se juntar dez faz trinta e um

Isto é para animar o Eduardo
Que se refugiou na poesia
Para não caçar o pio-pardo
Nem de noite nem de dia

Pio-pardo ou gambozino
Para mim tanto se me dá
Eduardo põe-te fino
Boa noite, até amanhã!

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Já dei com o gato!

Os teus comentários recebi
Na minha caixa do correio
O meu erro já corrigi
O que escreves eu já leio

Está assim como eu gosto
As palavras nada escondem
Como o vinho vem do mosto
E alegra a alma do homem

Hoje deu-me p'ra isto
Se bebo fico uma naça
Já levantei as mãos a Cristo
Quando andei pelo Niassa!

sábado, 2 de setembro de 2017

A persistência do Eduardo!

Desde 4 de Abril
A 26 de Julho
32 toques levei
Na boca meti um tapulho
Na cabeça um funil
E só hoje acordei!

Quem me dera ser poeta
Escrever tudo a rimar
E abrir a porta à Berta
Quando ela à porta chegar!

Não sendo poeta afinal
Fico-me pela minha prosa
A dar bronca há muito animal
É bela a minha prima Rosa!

E não acrescento mais nada
Triste por aqui me fico
A criticar a cambada
Que mija fora do penico!

Ao abandono!

Corre célere, a caminho do fim
Este ano de dois mil e dezassete
E eu poucas vezes aqui vim
Três e com esta são quatro apenas
Se fossem somadas dariam sete
Faço quadras não quinas nem senas!

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Matemática!

Quem 60 ao teu lado
e 70 por ti,
vai certamente rezar 1/3
para arranjar 1/2
de te levar para 1/4
e ter a coragem de te dizer:
20 comer!!!

sábado, 1 de abril de 2017

Visita de médico!

Grande poeta é o povo
Diz a gente com razão
Frágil é a casca do ovo
E forte a garra do leão!

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Olá!

Um ano e um dia já se passou
Desde a última vez que aqui vim
Sem nuvens no céu o sol brilhou
Enviou um raio de luz para mim !